quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

António Jorge Marques

Dou as boas vindas ao António Jorge Marques como novo co-editor do Paper Music.
Doutor em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa com uma tese sobre Marcos Portugal (1762-1830), António Jorge Marques tem uma formação musical diversificada (flauta transversal, piano, canto e composição) adquirida em Portugal e no estrangeiro.
Trata-se de uma valiosíssima "aquisição" para o Paper Music que saúdo com a maior alegria.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Edição fac-similada do manuscrito Variações para Bandolim, de David Perez (1711-1778)


«No aniversário dos 300 anos do nascimento do compositor napolitano setecentista que residiu longos anos em Portugal, a Biblioteca Nacional de Portugal acolhe o lançamento desta edição fac-similada que apresenta a mais antiga fonte portuguesa conhecida (1773) de música para bandolim - as 128 Variações, de David Perez. Trata-se de uma co-edição do CESEM - Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa e da editora Colibri, que inclui um ensaio e notas críticas da autoria de David Cranmer, assim como uma gravação em CD áudio com interpretações de José Grossinho.

A forma de variações não era, na época, um género muito comum para o bandolim e, até à data deste manuscrito, apenas se conheciam as edições de dois conjuntos de trinta variações da autoria do compositor napolitano Leoné, em 1761 e 1767, o que coloca este conjunto de 128 Variações de Perez, numa escala inteiramente diferente. Algumas destas Variações tiveram a sua estreia moderna, pela Academia dos Renascidos, no passado dia 28 de Junho, no auditório da BNP.

Compositor sobretudo de opere serie italianas e música sacra, Perez foi contratado por D. José I, em 1752, como professor de música de Suas Altezas Reais as Infantas de Portugal, às quais, ao que tudo indica, se destinavam estas Variações. A isso faz referência directa o manuscrito, em cuja página de rosto se descreve o compositor como Maestro delle LL. RR. AA. [Loro Reali Altezze] La Serenissima Signora Principessa Del Brasile ed Infante di Portugallo ou seja, «Mestre das Suas Altezas Reais A Sereníssima Senhora Princesa Do Brasil e Infantas de Portugal». Em 1773, a data do manuscrito e provavelmente também a da composição, era Princesa do Brasil e herdeira do trono a futura D. Maria I. O termo Infante (Infantas) no plural, referir-se-á a todas as princesas e não apenas às duas mais velhas, para as quais este título era mais estritamente reservado.

A partitura, composta por 32 fólios manuscritos frente e verso a uma só mão e com as linhas dos pentagramas desenhadas a rastro, foi adquirida pelo Prof. David Cranmer em 1997 num alfarrabista de Lisboa que, por sua vez, a terá comprado a um vendedor alemão. Apresenta, na página de rosto, marca de posse de Joaquim de Vasconcelos, musicógrafo e historiador, autor, entre outras obras, de Os Musicos Portuguezes (Porto: Imprensa Portugueza, 1870), o primeiro dicionário biográfico de músicos portugueses. Tanto a encadernação de época, em pele vermelha com motivos florais gravados a ouro nas pastas e lombada, comparável a muitos outros volumes da Biblioteca Real, hoje conservada sobretudo na Biblioteca da Ajuda, como a elegância da página de rosto e o cuidado da escrita musical, sugerem proveniência de alguém importante.

Na ocasião deste lançamento será formalizada a doação do manuscrito à BNP pelo seu actual proprietário, Professor Doutor David Cranmer que, assim, contribui generosamente para enriquecer o património musical da Instituição.»


(Fonte: sítio da BNP)

ISMN Newsletter n.º 21 (2011)

Está online o n.º 21 da ISMN Newsletter (Novembro de 2011).

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Lançamento do n.º 4 da revista Glosas

Revista Glosas
LANÇAMENTO RECITAL 5 Novembro 16h00 Auditório BNP Entrada Livre

O lançamento do número 4 da Revista Glosas, editada pelo mpmp - movimento patrimonial pela música portuguesa - contará com a presença de António Victorino d'Almeida, compositor homenageado nesta edição, e Duarte Pereira Martins, que fará breve introdução aos conteúdos da Revista e apresentará as actividades do movimento para este ano.

O recital pelo Quarteto Lopes-Graça, residente do Conservatório Nacional, encontra-se inserido na Temporada de Concertos do mpmp, que conta com a direcção artística de Duarte Pereira Martins.

Programa:

LOPES-GRAÇA, Fernando (1906 - 1994)

'Catorze Anotações' (1966) [12’]


VICTORINO D’ ALMEIDA, António (1940- )

'Quarteto, op. 148' (2007) [38’]

Obra dedicada ao Quarteto Lopes-Graça

Andantino non tropo
Scherzo – Allegro non tropo
Allegro
Allegro assai


Quarteto Lopes-Graça

Luís Pacheco Cunha, violino / Anne Victorino d'ALmeida, violino / Isabel Pimentel, violeta / Catherine Strynckx, violoncelo.

mpmp, movimento patrimonial pela música portuguesa

Associação sem fins lucrativos em prol da divulgação do património musical português de todas as épocas, com especial destaque para a música erudita de tradição ocidental. Os seus primeiros projectos remontam ao ano de 2009 (ATRIUM, base de dados de compositores portugueses), sendo em 2010 que o movimento vê nascer um dos seus mais bem sucedidos objectivos: a revista Glosas, a única publicação portuguesa dedicada à divulgação da música de compositores portugueses de ontem e de hoje. O mpmp mantém também uma activa agenda de concertos e desenvolve projectos de edição de partituras.


http://www.bnportugal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=666%3Alancamento-revista-glosas-5-nov-16h00&catid=157%3A2011&Itemid=701&lang=pt

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Área de Música da Biblioteca Nacional de Portugal fez vinte anos

A Área de Música da Biblioteca Nacional de Portugal fez vinte anos no dia 1 de Outubro, não por acaso Dia Mundial da Música.
Para assinalar a efeméride o Grupo Vocal Arsis apresenta-se hoje, pelas 18h30, no auditório da Biblioteca Nacional, com um concerto de música portuguesa dos séculos XVII, XX e XXI. Serão executadas obras de Estêvão Lopes Morago, D. João IV, Diogo Dias Melgaz, Paulo Brandão e Filipe Pires.





terça-feira, 3 de maio de 2011

A realização do baixo contínuo nas obras de João Lourenço Rebelo

CONFERÊNCIA 5 Maio 18h00 Auditório BNP Entrada livre



João Lourenço Rebelo é sem dúvida o mais genial e excêntrico compositor de música religiosa do Portugal seiscentista. Sendo representante da segunda geração de compositores ibéricos que escreveram música policoral, depois de Guerrero, Garro, Lobo e outros, a singularidade da escrita de Rebelo coloca problemas também eles particulares quanto à realização do baixo contínuo.
Tendo em conta que as cifras que encontramos na fonte não traduzem por si o complexo fluir da harmonia, caracterizada por texturas onde abundam as dissonâncias e as resoluções assíncronas, qual deverá ser o papel do executante? Ignorar os recurrentes 'clusters' ou preparar uma parte separada a partir do estudo cuidadoso da polifonia?
Para além do tratado de Doizi Velasco, nenhuma das fontes teóricas portuguesas se refere à prática do baixo continuo, por essa razão é necessário ter uma abordagem diferente na preparação de uma execução prática.
João Paulo Janeiro

quinta-feira, 21 de abril de 2011

BNP adquire conjunto de passionários quinhentistas

«Foi adquirido pela Biblioteca Nacional de Portugal, no leilão do Palácio do Correio Velho que ocorreu entre 11 e 13 de Abril de 2011, um conjunto de 3 passionários quinhentistas, que pertenceram à biblioteca do coleccionador António Capucho.

«Destinados ao ofício da Paixão, nomeadamente para o Domingo de Ramos (Dominica in Ramus Palmarum Passio Secundum Mattheum), Terça-feira (Feria Tertia Passio Secundum Marcum) e Sexta-feira (Feria Sexta in Parasceve Secundum Joannem), os 3 livros estiveram em uso num Convento de Nossa Senhora em Braga, provavelmente no Convento de Nossa Senhora do Pópulo, como se pode verificar na nota de posse no livro para o ofício de terça-feira: “Pertinet ad Conventum Donae Nostrae de [Populo] Bracara Augustae”, em que aparece rasurada a palavra “Populo”. O conjunto deveria ter primitivamente incluído um quarto volume correspondente à Quarta-Feira Santa.

«Todos executados pela mesma mão, em pergaminho com corte dourado e com uma capitular iluminada em cada passionário, têm as dimensões aproximadas de 440x330 mm, com notação musical quadrada sobre pentagrama a vermelho e 6 pentagramas por fólio. As encadernações são inteiras em couro sobre pastas de madeira com filete marginal e título no centro a ouro.

«A beleza das capitulares iluminadas sugere hipoteticamente a autoria de António de Holanda (1480?-1556), importante miniaturista activo em Portugal na primeira metade do século XVI, e que foi um dos autores das iluminuras do Livro de Horas de D. Manuel, da Genealogia dos Reis de Portugal e da Genealogia dos Condes da Feira.

«O musicólogo Manuel Pedro Ferreira refere que, para além do elevado valor artístico, este conjunto é “proveniente de uma igreja da qual não possuíamos nenhum códice identificado, havendo também potencial interesse musical, uma vez que os tons da Paixão têm uma tradição portuguesa particular, e não abundam os seus testemunhos, mesmo tardios”, enriquecendo assim a valiosa colecção de livros de coro da Área de Música da BNP.»

(Fonte: BNP)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Paixão Segundo São Mateus, de Francisco Martins


O canto da Paixão resulta da tradição litúrgica que introduz no cantochão as Turbas (palavras do Povo) a quatro vozes. Na presente obra, diz-nos José Augusto Alegria, a novidade «consistiu em embrechar no esquema tradicional proposto pelos Passionários o canto dos Ditos de Cristo […] cantados pelos três personagens a quem se distribuía o papel de Cronista, de Cristo e de Sinagoga». Dos 23 Ditos do Evangelho de São Mateus, Francisco Martins selecciona 10 que arranja a três vozes. Neste concerto o Grupo Vocal Arsis utiliza a edição das Turbas e dos Ditos transcritos pelo Cónego José Augusto Alegria a partir dos manuscritos existentes na Biblioteca de Elvas e publicados pela Fundação Calouste Gulbenkian.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Asociación Española de Documentación Musical

A próxima assembleia ordinária da AEDOM (Asociación Española de Documentación Musical) realizar-se-á nas instalações do Teatro de la Maestranza (Sevilla), no dia 19 de Fevereiro de 2011, sábado de manhã. Na véspera, dia 18, as comissões e grupos reunirão igualmente nas mesmas instalações. Nessa tarde haverá uma mesa redonda com a participação de bibliotecários de música portugueses em que se debaterá o estado actual biblioteconomia musical em Portugal. Estaremos presentes eu e o colega João Carlos Callixto que tem dedicado a sua actividade à pesquisa divulgação da discografia portuguesa de música popular.

It's Showtime! Sheet Music from Stage and Screen

A Biblioteca do Congresso possui uma vasta colecção de música dramática de todos os tipos, incluindo óperas, musicais, teatro de revista e cinema. Há mais de 300 anos que se publicam partituras com trechos dessas obras. A LC tem agora uma base de dados de mais de 18.000 produções datados da década de 1690 até o presente, contendo mais de 67 mil canções.
A ligação que se segue é também a nova "aquisição" do nosso blogroll.

It's Showtime! Sheet Music from Stage and Screen

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ISMN Newsletter

Já está disponível o n.º 20 da Newsletter do ISMN, relativo ao ISMN Panel Meeting que, este ano, se realizou na Biblioteca Nacional de Portugal, conforme tinha sido anunciado aqui no Paper Music.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Música para inauguração de Estátuas Equestres no Império Luso-Brasileiro

CONFERÊNCIA 4 Novembro 18h00 Auditório BNP Entrada livre



«O grande terramoto de 1755 não podia deixar de ter grande influência na produção musical de Lisboa. Nos anos que se seguiram à calamidade, não haveria certamente recursos e justificativas para grandes festejos públicos. O estado, na figura do Marquez de Pombal, se esforçava para reconstruir a cidade em novos moldes. Neste contexto os festejos para a inauguração da estátua equestre de D. José I em 1775 na Praça do Comércio ganham características sociais e políticas únicas. Duas importantes peças foram escritas para a ocasião: O monumento immortal, e L’Eroe coronato. Estes festejos encontraram eco na inauguração de outras estátuas seja em Portugal, seja no Brasil. O que se pretende nesta comunicação é mostrar como estatuária, literatura e música são usadas em conjunto para comentar a realidade sócio-política da época, legitimar o poder real e estabelecer heróis nacionais.»
Alberto Pacheco

(Fonte: Sítio da Biblioteca Nacional de Portugal

terça-feira, 19 de outubro de 2010

As Missas do compositor António Leal Moreira (1758 - 1819)

CONFERÊNCIA, 21 Outubro, 18h00. Auditório da BNP. Entrada livre

«António Leal Moreira foi um dos mais produtivos e talentosos compositores portugueses de fins do século dezoito e primeiras décadas do século dezanove.

«A produção de Leal Moreira incluiu a composição de serenatas de corte durante o reino de D. Maria I, óperas cómicas em língua portuguesa para o recém inaugurado Teatro de São Carlos em parceria com o poeta brasileiro Caldas Barbosa, modinhas e um grande número de sofisticada música sacra para ocasiões de maior importância na corte. Entre suas obrigações profissionais, que incluíram ensinar no Seminário da Patriarcal, ele também foi responsável pela direcção dos Teatros da Rua dos Condes e posteriormente do de São Carlos.

«Todavia, afora alguns estudos curtos realizados sobre sua vida e obra, ainda faltam uma catalogação sistematizada e uma avaliação crítica de sua produção que possam ajudar-nos a compreender os desenvolvimentos estético-musicais e estruturais de suas obras.

«Nesta conferência analisaremos suas Missas, obras para cerimónias de vulto e baseadas sempre no mesmo texto do ordinário romano, o que possibilita uma maior concentração nos aspectos estilístico-musicais dessas obras. Ao separarmos as obras de Leal Moreira em quatro fases, podemos demonstrar por amostragem as transformações na linguagem do compositor. A metodologia deste estudo é baseada numa catalogação inicial das várias missas autógrafas e cópias de época depositadas na Biblioteca Nacional de Portugal em outros importantes arquivos musicais em Portugal e no Brasil.»

Ricardo Bernardes

(Fonte: BNP)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Autógrafo de uma obra desconhecida de Niccolò Jommelli (1714-1774) descoberto na BNP

CONFERÊNCIA: 15 Outubro, 18h00. Auditório da BNP. Entrada livre

Laudate pueri Dominum a 16 vozes

«À data da sua morte o compositor Niccolò Jommelli era considerado um dos maiores compositores vivos, vindo posteriormente a ser consistentemente incluído na plêiade dos mais memoráveis autores do século XVIII. Na ocasião Schubart escreveu: “O maior Pã está morto… Se a riqueza de pensamento, a fantasia cintilante, a melodia inesgotável, a harmonia celestial, o profundo domínio de todos os instrumentos e particularmente da poderosa mágica da voz humana […], se tudo isto combinado com a mais acutilante compreensão da poesia musical constitui o génio, então a Europa perdeu o seu maior compositor.”
«Dois anos depois de ter subido ao trono, D. José tentou contratar Jommelli que, por esta altura, já era o mais afamado e o mais inovador compositor de ópera italiana em actividade. No entanto, a proposta do Duque de Württemberg, que incluía um novo teatro, acabou por aliciar o compositor, que se mudou para a Corte de Estugarda em 1754. Durante 15 anos produziu música religiosa e contribuiu para reescrever a história da ópera. Em 1769 e a troco de uma vantajosa reforma, D. José conseguiu finalmente obter os serviços de Jommelli, que entretanto passou a viver em Aversa, Itália. O contrato incluía o envio de obras religiosas, e sobretudo de óperas. Até à morte do Rei em 1777, e com adaptações de João Cordeiro da Silva, os teatros reais portugueses chegaram a levar anualmente à cena quatro óperas suas.
No género sacro, a influência de Jommelli em Portugal ainda está por avaliar, mas foi certamente duradoura. Algumas das suas obras religiosas mantiveram-se no repertório das igrejas até finais do século XIX. O Requiem (Hochstein, A.I.3), obra composta em 1756 para as exéquias da Duquesa de Württemberg, foi a mais importante e paradigmática. Ernesto Vieira, na entrada do seu Diccionario Biographico de Musicos Portuguezes (1900), escreve: “Executa-se ainda muito frequentemente nas egrejas de Lisboa a missa de requiem e libera-me de Jommelli, composições primorosas no estylo sacro.”
«O estatuto de Niccolò Jommelli e os laços históricos que o ligam a Portugal tornam a descoberta deste autógrafo (ainda que incompleto) um acontecimento relevante no contexto dos estudos de música sacra de estilo romano de meados do século XVIII. O caso em epígrafe é particularmente interessante porque se trata de uma obra policoral para 16 vozes e baixo contínuo (com utilização de 3 órgãos) completamente desconhecida e sem paralelo na produção do compositor. O trabalho seminal de Wolfgang Hochstein, Die Kirchenmusik von Niccolò Jommelli (1984), que inclui um catálogo temático, não menciona qualquer obra para 16 vozes.
«A razão para a ausência de referências na bibliografia da especialidade prende-se com o facto de o primeiro caderno (4 fólios) se encontrar desaparecido. Em consequência, informações cruciais como o autor, a data e o título da obra, grafadas na página de rosto, perderam-se.
«A identificação do autor foi realizada através de estudos caligráficos comparativos. Uma proposta para a génese da obra assim como a sua contextualização na vida e obra de Jommelli serão alguns dos temas abordados.»

António Jorge Marques

(Fonte: sítio da Biblioteca Nacional de Portugal)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ISMN Panel Meeting

Vai realizar-se, nos dias 14 e 15 próximos, o ISMN Panel Meeting, encontro anual das agências de ISMN (International Standard Music Number). O ISMN é o número internacional normalizado que identifica cada editor musical e cada publicação desse editor, equivalendo ao ISBN para a música impressa. A Agência Nacional do IS...MN funciona na BNP, através da Área de Música, e este ano recebe este encontro que se realiza todos os anos num país diferente. O encontro é fechado mas as suas decisões têm sempre repercussões positivas na actividade editorial dos países aderentes cujo número tem vindo a crescer de ano para ano.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Revista "Glosas"

Hoje, quinta-feira, pelas 21h, no Salão Nobre do Conservatório Nacional (Rua dos Caetanos, 29, no Bairro Alto em Lisboa), o MPMP, movimento patrimonial pela música portuguesa, faz a sua apresentação oficial ao mesmo tempo que lança a revista 'glosas'.



Um acontecimento a louvar e a divulgar.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Grupo Vocal Arsis na Biblioteca Nacional de Portugal


Pela terceira vez a Biblioteca Nacional acolhe o Grupo Vocal Arsis, dirigido pelo compositor e maestro Paulo Brandão, desta vez para um concerto sacro constituído exclusivamente por música de compositores portugueses dos séculos XVI e XVII: Pedro Gamboa, Estêvão Lopes Morago, Francisco Martins, Diogo Dias Melgás e D. João IV.
O Grupo Vocal Arsis recorre às edições da Fundação Calouste Gulbenkian (colecção Portugaliae Musica) excepto na obra de Pedro de Gamboa, transcrita por João Pedro d'Alvarenga.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Concerto pelo Grupo Vocal Arsis

O Grupo Vocal Arsis inicia amanhã, na Igreja de Santa Catarina, em Lisboa, o ciclo de concertos sacros desta temporada de Quaresma/Páscoa.

O programa é exclusivamente constituído por música de compositores portugueses dos séculos 16 e 17.

Pedro de Gamboa, 1563?-1638

Sacerdote e compositor português, não se conhece o local do seu nascimento. Frade menor na paróquia de S. Paio de Arcos, em Arcos de Valdevez, foi ordenado presbítero em 1585. Terá então sucedido a Baltazar Vieira como mestre de capela na Sé de Braga. Manteve este lugar até cerca de 1591, quando se retirou para a freguesia de S. Salvador de Bente, perto de Braga, onde ficou até ao fim da vida.

Miserere nostri, Domine
Estrofes 20 e 30 do hino Te Deum laudamus

A peça Miserere nostri, Domine foi transcrita por João Pedro d’Alvarenga do manuscrito existente na Biblioteca Pública Municipal do Porto.

Estêvão Lopes Morago, 1570-1630

Nascido em Vallecas, perto de Madrid, Estebán Lopez veio ainda criança para Portugal onde passou toda a vida. Estudou música em Évora onde foi menino de coro e onde fez toda a sua formação, no Colégio dos Jesuítas. Foi mestre de capela da Sé de Viseu de 1599 a 1628.

Oculi mei
Introitus da Missa do 3º Domingo da Quaresma (Salmo 25(24):15-16)

Domine, ne memineris
Tractus da Missa de Quarta-Feira de Cinzas (Salmo 79(78):8)

Ambas as peças executadas neste concerto foram transcritas por Manuel Joaquim dos manuscritos provenientes da Sé de Viseu, sendo de assinalar que Oculi mei foi a primeira peça deste compositor a ter audição moderna, em 1941, sob a direcção de Mário de Sampayo Ribeiro.

Francisco Martins, 1617-1680

Nascido em Évora, iniciou a sua formação musical em 1626 ou 1627, como menino de coro no Colégio da Sé de Évora. Em 1647 já era Padre e Mestre de Capela da Sé de Elvas, aí permanecendo toda a vida. Os manuscritos das suas obras encontram-se na Biblioteca Municipal de Elvas.

Tenebrae factae sunt
Responsório das Matinas de Sexta-Feira Santa (Mat. 27:46)

Tristis est anima mea
Responsório do Nocturno de Quinta-Feira Santa (Mat. 26:38)

As peças excutadas foram transcritas por Mário Sampayo Ribeiro.

Diogo Dias Melgás, 1638-1700

Nascido em Cuba do Alentejo, iniciou os seus estudos musicais como menino de coro no Colégio da Sé de Évora, provavelmente em 1647. Aluno do Padre Bento Nunes Pegado, sucedeu-lhe no cargo de Mestre da Claustra, em 1663. Sucedeu a António Rodrigues Vilalva, no cargo de Mestre de Capela, em 1678. Teve de abandonar o lugar quando cegou, em 1697.

Ille homo
Antífona de quarta-feira depois do quarto Domingo da Quaresma (Jo. 9:11)

Salve Regina
Antífona das Completas de Domingo

D. João IV, Rei de Portugal, 1604-1656

Adjuva nos Deus
Tractus da Missa de Quarta-Feira de Cinzas (Salmo 79(78):9)