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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Encontradas partituras inéditas de Heitor Villa-Lobos

(Imagem tirada daqui)

«Três estagiários encarregados de fazer o inventário da área de manuscritos da biblioteca da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) encontraram partituras inéditas do compositor erudito Heitor Villa-Lobos, informaram nesta terça-feira, 18, fontes da própria entidade.
«O diretor da escola, André Cardoso, explicou que as partituras - segundo Cardoso, "obras preciosas e em perfeito estado de conservação" - correspondem à orquestração de quatro melodias do compositor francês Guy Ropartz (1864-1955).
«Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959) é considerado um dos maiores compositores brasileiros e música clássica e ficou famoso por atribuir sons da natureza e ritmos brasileiros em suas composições, tendo também participado da Semana de Arte Moderna de 1922.»
Fonte: Estadão

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Doação do espólio de Joly Braga Santos à Biblioteca Nacional de Portugal


No próximo dia 17 de Fevereiro, pelas 16h00, terá lugar na Biblioteca Nacional de Portugal a cerimónia de assinatura do Termo de doação do Espólio de Joly Braga Santos, cerimónia que contará com a presença da Secretária de Estado da Cultura e com a intervenção do compositor e musicólogo Alexandre Delgado.

Nascido em Lisboa a 14 de Maio de 1924, José Manuel Joly Braga Santos revelou desde muito cedo um elevado talento musical tendo iniciado estudos de violino aos seis anos. Estudou composição com Luís de Freitas Branco de quem recebeu uma forte influência técnica e estilística na primeira fase da sua produção musical. Aos 24 anos foi para Itália fazer estudos de aperfeiçoamento em Direcção de Orquestra com Herman Scherchen (Veneza, 1948). Mais tarde esteve no estúdio experimental de Gravesano, com Antonino Votto (1957-1958) e fez mais estudos de Composição com Virgilio Mortari (Roma, 1959-1960). A partir do final da década de 50 a sua obra revela também influência destas experiências europeias.
Foi ainda professor de Análise e Técnicas de Composição no Conservatório Nacional de Lisboa, dirigiu a Orquestra da Emissora Nacional e publicou regularmente críticas de música.
Sendo a sinfonia o género em que melhor exprimiu o seu talento criativo, a dimensão, qualidade e diversidade da sua obra musical colocam-no entre os maiores compositores portugueses do Século 20.
Faleceu em sua casa, em Lisboa, a 18 de Julho de 1988.

O espólio documental agora doado é constituído por mais de 100 obras em versão manuscrita, constituídas por música instrumental sinfónica e de câmara, música para piano, para canto e piano, para coro, música de bailado, ópera radiofónica e bandas sonoras para cinema de ficção e documental. Contém ainda cadernos de apontamentos, cerca de 500 espécies impressas (livros, partituras, programas de concertos, etc.) e ainda algumas cópias manuscritas de obras de outros autores (algumas com dedicatória) como Fernando Lopes Graça e Alberto Ginastera, entre outros.

Embora a obra de Joly Braga Santos tenha uma projecção nacional e mundial bastante superior à da maioria dos compositores portugueses do século 20, a doação deste espólio à Biblioteca Nacional de Portugal representa para músicos e para investigadores a possibilidade de contactar directamente com os manuscritos do compositor, explorando assim aspectos menos conhecidos da sua produção musical bem como do seu método de trabalho e do seu processo criativo.

O espólio agora entregue será, futuramente, completado com documentação de carácter biográfico, da qual se destaca a correspondência trocada com músicos portugueses com quem manteve uma relação de recíproca admiração como Fernando Lopes Graça, Luís de Freitas Branco e Álvaro Cassuto.


(Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Augusto Machado e o seu tempo

Está a decorrer, desde 22 de Janeiro e até 19 de Fevereiro, no Foyer Aberto do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, um ciclo de concertos de canto e piano, intitulado "Augusto Machado e o seu tempo" organizados pelo Maestro João Paulo Santos.
Este ciclo, que decorre às quintas-feiras, apresenta uma visão abrangente da obra do compositor português Augusto Machado (1845-1924) bem como de outros compositores seus contemporâneos portugueses - nomeadamente Alfredo Keil (1850-1907), Óscar da Silva (1870-1958), António Fragoso (1897-1918), Viana da Mota (1868-1948), Luís de Freitas Branco (1890-1955), João Guilherme Daddi (1814-1887) e Joaquim Casimiro (1808-1862) - e estrangeiros - nomeadamente Hervé (pseudónimo de Florimond Ronger, 1825-1892), Jacques Offenbach (pseudónimo de Jacob Eberst, 1819-1880) e Angelo Frondoni (1812-1891).

Com um programa variado e apelativo, este ciclo permite um contacto com compositores portugueses cujos nomes até podem ser mais ou menos conhecidos de um grande público mas cuja música é pouco ou nada executada, não só por falta de interesse por parte dos músicos mas também porque se encontra ainda por publicar.

O espólio documental de Augusto Machado encontra-se, desde há dias, integralmente reunido na Biblioteca Nacional de Portugal, graças à documentação generosamente doada pela sua bisneta, Maria Constança, a qual veio completar o espólio existente e que tinha sido vendido ao extinto IPPC, na década de 80, pelo outro herdeiro (no Programa abaixo vai a ligação para as fontes disponíveis na Biblioteca Nacional).

Cumpre também lembrar que o compositor foi um dos membros do Cenáculo, tertúlia literária de que fizeram parte Jaime Batalha Reis, Eça de Queirós, Salomão Saragga, Lobo de Moura, Manuel de Arriaga, Antero de Quental, Guerra Junqueiro e José Fontana. Desta tertúlia nasceram as famosas Conferências Democráticas do Casino, em 1871, que marcaram a formação da que ficaria conhecida por "geração de 70". Machado inspiraria Eça na criação de Cruges, o compositor de "Os Maias", descrito como «um diabo adoidado, maestro, pianista, com uma pontinha de génio».

«- Ninguém faz nada, disse Carlos espreguiçando-se. Tu, por exemplo, que fazes?
Cruges, depois de um silêncio, rosnou encolhendo os ombros:
- Se eu fizesse uma boa ópera, quem é que ma representava?
- E se o Ega fizesse um belo livro, quem é que lho lia?
O maestro terminou por dizer:
- Isto é um país impossível... Parece-me que também vou tomar café.» (Os Maias)

22 de Janeiro: CANTO E PIANO

AUGUSTO MACHADO
* Voli un giorno
* Sempre più t'amo 1873
* Soneto (Luís de Camões) 1880
* Bonjour Suzon (Alfred de Musset) 1884

ALFREDO KEIL
* Angoisse apaisée (Antoine Cros)

ÓSCAR DA SILVA
* Le chant du cygne (Luís de Camões)

ANTÓNIO FRAGOSO
* Sérénade (Paul Verlaine) 1917

VIANNA DA MOTTA
* Canção Perdida (Guerra Junqueiro) 1895

LUÍS DE FREITAS BRANCO
* Aquela moça (Augusto de Lima) 1904

AUGUSTO MACHADO
* Margarida (Eça Leal) 1908
* Era uma vez (Virgínia Victorino) 1915
* Amor! Amor! (Augusto Gil) 1919
* Pro Pace 1918
* Baccio sprezzato (Camaiti) 1918
* Primo baccio (Corradeti) 1917
* Nocturne de la douxième heure (Henri d'Erville) 1910
* La lettre (Edmond Rostand) 1912
* La Querelle (Comtesse de Noailles)
* Valse-Impromptu (Alfred de Musset)

Soprano Lara Martins
Barítono Luís Rodrigues

29 de Janeiro: ÓPERA

AUGUSTO MACHADO

LAURIANE (Magne e Guiou)1883
* M'y voilà donc!...D'une âpre ambition (D'Alvimar)
* Comme l'aube diaphane (Jovelin)
* Fuyez ce D'Alvimar (Lauriane, Jovelin)

I DORIA (A. Ghislanzoni) 1887
* Fidati a me!...Al deseto natio (Moro)
* Ho ben compreso?...Egli è là (Leonora, Fieschi)

MARIO WETTER (R. Leoncavallo) 1898
* Cena (Lydia, De Sora)

LA BORGHESINA (Golisciani) 1909
* Un'aura balsamica (Amanda)
* Trasse al bosco nel verno (Lisa, De Sterny)
* Viva l'amor (Flaminia)
* Da St. Germain tornando (Prospero, De Sterny)

ROSAS DE TODO O ANO (Júlio Dantas) 1920
* Cena (Inês)

Soprano Ana Ester Neves
Tenor João Cipriano Martins
Barítono João Merino

5 de Fevereiro: MÚSICA DE CÂMARA

AUGUSTO MACHADO
* Vieilleries: Menuet, Gavotte, Gigue Portugaise

JOÃO GUILHERME DADDI
* Larghetto ( 2º Andamento de Morceau de Salon)

ALFREDO KEIL
* Juin langoureux

AUGUSTO MACHADO
* Bolero et Andante 1870
* Berceuse
* Maria Constança - Valsa (dedicada à neta) 1914
* Prelúdio e Fuga 1917
* Miniaturas
* Petits jeux
* Cache cache
* Colin maillard

VIANNA DA MOTTA
* Cena nas Montanhas e Presto (2º e 3º Andamentos de Quarteto em sol maior) 1895

Quarteto Vianna da Motta:
Violino I António Figueiredo
Violino II Witold Dziuba
Viola Hugo Diogo
Violoncelo Irene Lima

19 de Fevereiro: OPERETA

HERVÉ

LE PETIT FAUST (Jaime e Crémieux) 1869
* Complainte du roi de Thulé

JACQUES OFFENBACH

ORPHEE AUX ENFERS (Crémieux e Halévy) 1874
* Couplets des baisers

LA GRAND-DUCHESSE DE GEROLSTEIN (Meilhac e Halévy) 1867
* Air de la lettre

ANGELO FRONDONI

O BEIJO (Silva Leal) 1844
* Tal não sou, bela Joaninha (Joaninha, Filipe)

JOAQUIM CASIMIRO

NEM TURCO NEM RUSSO (Costa Cascais)1844
* Couplets turcos

A MULHER DE TRÊS MARIDOS
* Couplets

AUGUSTO MACHADO

A CRUZ DE OURO (Athaíde e R. Lima) 1873
* Romanza d'Austerlitz

A GUITARRA (Eça Leal) 1902
* Quarteto (Eufémia, Alexandrina, Joaquim, Mimoso)

PICCOLINO (V, Sardou/E. Garrido) 1889
* Couplets de Frederico

A LEITORA DA INFANTA (tradução de Eça Leal) 1893
* Trio e Couplets (Mercedes, Rafael, Doutor)
* Serenata (Rafael)

OS FILHOS DO CAPITÃO-MÓR (E. Schwalbach) 1896
* Quarteto dos Ecos (Maria, Cogominho, Gonçalo, Romão)

TIÇÃO NEGRO (H. Lopes de Mendonça) 1902
* Duetino (Cecília, Apariço)

VÉNUS (A. Antunes) 1905
* Romanza
* Valsa do fogo
* Canção báquica

O ESPADACHIM DO OUTEIRO (H. Lopes de Mendonça) 1910
* Dueto (Frangalho, Violante)
* Aria (Ines)
* Dueto (Violante, Inês)

O RAPTO DE HELENA (A. Antunes) 1902
* Couplets (Giraffier)
* Brinde-Valsa

Soprano Dora Rodrigues
Soprano Sandra Medeiros
Tenor Mário Alves
Barítono Mário Redondo

Augusto Machado e o seu tempo

This post in english.

Está a decorrer, desde 22 de Janeiro e até 19 de Fevereiro, no Foyer Aberto do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, um ciclo de concertos de canto e piano, intitulado "Augusto Machado e o seu tempo" organizados pelo Maestro João Paulo Santos.
Este ciclo, que decorre às quintas-feiras, apresenta uma visão abrangente da obra do compositor português Augusto Machado (1845-1924) bem como de outros compositores seus contemporâneos portugueses - nomeadamente Alfredo Keil (1850-1907), Óscar da Silva (1870-1958), António Fragoso (1897-1918), Viana da Mota (1868-1948), Luís de Freitas Branco (1890-1955), João Guilherme Daddi (1814-1887) e Joaquim Casimiro (1808-1862) - e estrangeiros - nomeadamente Hervé (pseudónimo de Florimond Ronger, 1825-1892), Jacques Offenbach (pseudónimo de Jacob Eberst, 1819-1880) e Angelo Frondoni (1812-1891).

Com um programa variado e apelativo, este ciclo permite um contacto com compositores portugueses cujos nomes até podem ser mais ou menos conhecidos de um grande público mas cuja música é pouco ou nada executada, não só por falta de interesse por parte dos músicos mas também porque se encontra ainda por publicar.

O espólio documental de Augusto Machado encontra-se, desde há dias, integralmente reunido na Biblioteca Nacional de Portugal, graças à documentação generosamente doada pela sua bisneta, Maria Constança, a qual veio completar o espólio existente e que tinha sido vendido ao extinto IPPC, na década de 80, pelo outro herdeiro (no Programa abaixo vai a ligação para as fontes disponíveis na Biblioteca Nacional).

Cumpre também lembrar que o compositor foi um dos membros do Cenáculo, tertúlia literária de que fizeram parte Jaime Batalha Reis, Eça de Queirós, Salomão Saragga, Lobo de Moura, Manuel de Arriaga, Antero de Quental, Guerra Junqueiro e José Fontana. Desta tertúlia nasceram as famosas Conferências Democráticas do Casino, em 1871, que marcaram a formação da que ficaria conhecida por "geração de 70". Machado inspiraria Eça na criação de Cruges, o compositor de "Os Maias", descrito como «um diabo adoidado, maestro, pianista, com uma pontinha de génio».

«- Ninguém faz nada, disse Carlos espreguiçando-se. Tu, por exemplo, que fazes?
Cruges, depois de um silêncio, rosnou encolhendo os ombros:
- Se eu fizesse uma boa ópera, quem é que ma representava?
- E se o Ega fizesse um belo livro, quem é que lho lia?
O maestro terminou por dizer:
- Isto é um país impossível... Parece-me que também vou tomar café.» (Os Maias)

22 de Janeiro: CANTO E PIANO

AUGUSTO MACHADO
* Voli un giorno
* Sempre più t'amo 1873
* Soneto (Luís de Camões) 1880
* Bonjour Suzon (Alfred de Musset) 1884

ALFREDO KEIL
* Angoisse apaisée (Antoine Cros)

ÓSCAR DA SILVA
* Le chant du cygne (Luís de Camões)

ANTÓNIO FRAGOSO
* Sérénade (Paul Verlaine) 1917

VIANNA DA MOTTA
* Canção Perdida (Guerra Junqueiro) 1895

LUÍS DE FREITAS BRANCO
* Aquela moça (Augusto de Lima) 1904

AUGUSTO MACHADO
* Margarida (Eça Leal) 1908
* Era uma vez (Virgínia Victorino) 1915
* Amor! Amor! (Augusto Gil) 1919
* Pro Pace 1918
* Baccio sprezzato (Camaiti) 1918
* Primo baccio (Corradeti) 1917
* Nocturne de la douxième heure (Henri d'Erville) 1910
* La lettre (Edmond Rostand) 1912
* La Querelle (Comtesse de Noailles)
* Valse-Impromptu (Alfred de Musset)

Soprano Lara Martins
Barítono Luís Rodrigues

29 de Janeiro: ÓPERA

AUGUSTO MACHADO

LAURIANE (Magne e Guiou)1883
* M'y voilà donc!...D'une âpre ambition (D'Alvimar)
* Comme l'aube diaphane (Jovelin)
* Fuyez ce D'Alvimar (Lauriane, Jovelin)

I DORIA (A. Ghislanzoni) 1887
* Fidati a me!...Al deseto natio (Moro)
* Ho ben compreso?...Egli è là (Leonora, Fieschi)

MARIO WETTER (R. Leoncavallo) 1898
* Cena (Lydia, De Sora)

LA BORGHESINA (Golisciani) 1909
* Un'aura balsamica (Amanda)
* Trasse al bosco nel verno (Lisa, De Sterny)
* Viva l'amor (Flaminia)
* Da St. Germain tornando (Prospero, De Sterny)

ROSAS DE TODO O ANO (Júlio Dantas) 1920
* Cena (Inês)

Soprano Ana Ester Neves
Tenor João Cipriano Martins
Barítono João Merino

5 de Fevereiro: MÚSICA DE CÂMARA

AUGUSTO MACHADO
* Vieilleries: Menuet, Gavotte, Gigue Portugaise

JOÃO GUILHERME DADDI
* Larghetto ( 2º Andamento de Morceau de Salon)

ALFREDO KEIL
* Juin langoureux

AUGUSTO MACHADO
* Bolero et Andante 1870
* Berceuse
* Maria Constança - Valsa (dedicada à neta) 1914
* Prelúdio e Fuga 1917
* Miniaturas
* Petits jeux
* Cache cache
* Colin maillard

VIANNA DA MOTTA
* Cena nas Montanhas e Presto (2º e 3º Andamentos de Quarteto em sol maior) 1895

Quarteto Vianna da Motta:
Violino I António Figueiredo
Violino II Witold Dziuba
Viola Hugo Diogo
Violoncelo Irene Lima

19 de Fevereiro: OPERETA

HERVÉ

LE PETIT FAUST (Jaime e Crémieux) 1869
* Complainte du roi de Thulé

JACQUES OFFENBACH

ORPHEE AUX ENFERS (Crémieux e Halévy) 1874
* Couplets des baisers

LA GRAND-DUCHESSE DE GEROLSTEIN (Meilhac e Halévy) 1867
* Air de la lettre

ANGELO FRONDONI

O BEIJO (Silva Leal) 1844
* Tal não sou, bela Joaninha (Joaninha, Filipe)

JOAQUIM CASIMIRO

NEM TURCO NEM RUSSO (Costa Cascais)1844
* Couplets turcos

A MULHER DE TRÊS MARIDOS
* Couplets

AUGUSTO MACHADO

A CRUZ DE OURO (Athaíde e R. Lima) 1873
* Romanza d'Austerlitz

A GUITARRA (Eça Leal) 1902
* Quarteto (Eufémia, Alexandrina, Joaquim, Mimoso)

PICCOLINO (V, Sardou/E. Garrido) 1889
* Couplets de Frederico

A LEITORA DA INFANTA (tradução de Eça Leal) 1893
* Trio e Couplets (Mercedes, Rafael, Doutor)
* Serenata (Rafael)

OS FILHOS DO CAPITÃO-MÓR (E. Schwalbach) 1896
* Quarteto dos Ecos (Maria, Cogominho, Gonçalo, Romão)

TIÇÃO NEGRO (H. Lopes de Mendonça) 1902
* Duetino (Cecília, Apariço)

VÉNUS (A. Antunes) 1905
* Romanza
* Valsa do fogo
* Canção báquica

O ESPADACHIM DO OUTEIRO (H. Lopes de Mendonça) 1910
* Dueto (Frangalho, Violante)
* Aria (Ines)
* Dueto (Violante, Inês)

O RAPTO DE HELENA (A. Antunes) 1902
* Couplets (Giraffier)
* Brinde-Valsa

Soprano Dora Rodrigues
Soprano Sandra Medeiros
Tenor Mário Alves
Barítono Mário Redondo

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Access to Music Archives

Nota importante: a tradução (ainda em curso) é minha por isso é bastante deficiente. Aconselho vivamente a leitura do original em inglês.

«Access to Music Archives Project»

«O projecto Access to Music Archives visa crear um portal de acesso a fundos arquivísticos de música independentemente da sua localização geográfica. O projecto irá desenvolver software para pesquisar metadados de catálogos de fundos arquivísticos de música existentes em linha e, ao mesmo tempo, criar um protótipo de base de dados para instituições que não tenham a possibilidade de desenvolver um, com vista a assegurar uma ampla participação. As bases de dados individuais serão mantidas pelas instituições detentoras dos arquivos e o projecto não será responsável por actualizar continuamente o seu conteúdo. Este projecto piloto é o trabalho de cooperação entre as maiores instituições musicais na Europa e na América do Norte sob os auspícios do IAML (International Association of Music Libraries, Archives, and Documentation Centres). O presidente Massimo Gentili-Tedeschi diz "Este é um projecto da máxima importância para os académicos de música uma vez que não existe um recurso que permita localizar facilmente fontes primárias de música em arquivos".»

«A complexidade dos arquivos de música no que diz respeito à sua localização, formatos, proveniência e acesso necessita de um projecto que unifique e torne acessíveis as fontes sources para os utilizadores. Os arquivos de música podem existir em instituições musicais, sociedades históricas, museus, bibliotecas ou outros arquivos não relacionados com música. Os fundos de música contêm documentos de uma grande variedade de formatos e meios tais como o papel (manuscritos musicais, documentos e cartas por exemplo), gravações (desde os cilindros de cera, aos 78 rotações, LP, cassetes, videocassetes, CD, DVD, etc.) e fotografias (ou outros formatos visuais); até ao momento apenas uma fracção deste material inestimável está disponível em catálogos em linha.»

«Os fundos de arquivo podem ser produzidos por indivíduos ou instituições tais como compositores, coros, orquestras, companhias de ópera, universdades e conservatórios, igrejas, bandas militares, editores e quaisquer instituições produtoras de música. O nível de descrição destes fundos também pode variar muito: catalogação completa e/ou EAD (Encoded Archival Description), catalogação mínima, catálogos manuais ou nenhuma catalogação de todo. Pelas nossas estimativas, menos de 5% dos instrumentos de descrição estão disponíveis em linha. Quando estão acessíveis, diferentes instituições podem ter diferentes metadados, sistemas de catalogação em linha ou motores de pesquisa. Acresce que o material de arquivo pode ainda estar incluído em colecções muito maiores que não são arquivos ou arquivos de música. Mesmo as boas bases de dados normalizadas como as das bibliotecas nacionais como Kalliope na Alemanha, Cecilia no reino Unido e NUCMC nos Estados Unidos, cada qual requere ao utilizador a aplicação de diferentes estratégias de pesquisapara obter informação sobre o mesmo assunto em diferentes bases de dados.»

«Esta situação cria barreiras e nega o acesso aos investigadores para localizar arquivos sobre temas de interesse uma vez que enfrentam uma multiplicidade de interfaces de pesquisa e localizações desconhecidas. Os motores de pesquisa existentes têm dois problemas: não permitem pesquisas em domínios específicos conduzindo a pesquisas com muito ruído; além disso, muitos arquivos de música de valor ainda não estão acessíveisna Internet ou aí referenciados contribuindo para a falta de resultados relevantes.»

«O projecto piloto»

«Considerando a situação actual dos arquivos de música o AMA Working Group embarcou num projecto que vai proporcional uma pesquisa partilhada para os utilizadores. Este registo vai periodicamente capturar metadados de bases de dados de arquivo existentes que participem no projecto (denominadas data providers). O uso de captação dinâmica assegurará a frequência de dados no registo e evitar importações manuais, catalogação duplicada e outras operações que não são sustentáveis a longo prazo. Ao mesmo tempo AMA irá criar uma base de dados para instituições que não podem pagar ou não têm possibilidades de criar uma; qualquer instituição que o deseje poderá participar. Esta base de dados será ela própria poderá ser objecto de captura como as outras. Prevemos que este projecto dure dois anos, a começar no Verão de 2007.»

Survey
AMA plans to carry out a survey to identify existing music archives and collections, as well as their existing cataloguing infrastructure (if any) and its suitability for OAI (Open Archive Initiative) access. The network1 and members of the IAML national branches will help publicize the survey and encourage participation by their fellow archivists. The survey will be carried out via a web form on the Society's home page, allowing for the convenience of the survey taker as well as ease of gathering the survey data. The aim of the survey is twofold: to identify the specifics about the collections (form of access, scope of materials, links to finding aids and/or digital images, ISAD-compliance, technical information, and physical condition) and to determine the eventual scope and size of the project. A survey carried out by the Society in 1988 revealed that there is a great variety in the registration and processing of music archival materials in the different types of musical and non-musical institutions such as libraries, museums, and archival institutions. The new survey will update us on their current technologies and the technical approach our project should take considering such a diverse group. It will also allow participants to comment on the survey and the project. Moreover, the survey will also inform us on the scope and scalability of our final project. The survey will be one of the first steps of our pilot project, and the survey design is already underway. This survey will also inform us where national archives groups may need to be established to manage the full project and ensure its sustainability in the future.

Modelling
Some ground work has already been laid in establishing the metadata model for the registry. AMA members have agreed that the principal fields in the database will be based on ISAD-G (the General International Standard Archival Description) as laid out by ICA (the International Council on Archives). Most of the established archival databases already use this standard, including UK's Cecilia, Germany's Kalliope, and the US's NUCMC. We have agreed that if we allow a core bibliographic record of only 4 basic fields as originally suggested by ICA, with the option of including more fields, we will encourage more archives to join the project and allow access to in-process collections as well. These minimal-level records can always be filled in with more information at a later date. After the informational survey, adjustments will have to be made as the survey results come in and when the database starts harvesting actual contents with different kinds of data. Other issues that have yet to be addressed include multiple languages and name authorities. We will look to IAML's other projects such as RISM and RILM as models on some of these issues because these projects have a proven record in resolving these particular issues.

Basic Architecture and Technologies
The server will harvest metadata from the participating institutions using the OAI protocol. Other protocols (such as Z39.50) may have to be considered in those cases where adding an OAI access point is technically or financially unfeasible.

The server will provide an interface to search or browse the collected metadata. Each metadata record will point to the original record in the participating institution, which may contain more information than the one in the registry does. The underlying software system we envision is an open source framework called SDX2, which is currently being used in two other portals at the technical lead's institution, IRCAM (the Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique).

Each data provider will expose its metadata in a common format by putting it in a repository for the central registry to harvest via the selected protocol, while it will continue to administer its catalogue using its own formats. In other words, every data provider must enable harvesting via the selected protocol, and map its metadata to the common format. Those providers in the pilot project whose archives contain other material in addition to music archives will have to group them in distinct sets3 to allow for selective harvesting. The common metadata model will be designed in adherence to international archive standards. It will allow for the description of multi-level collections down to the item level. The registry will provide searching and browsing across all data providers, with the capability of restricting the scope to specific providers. Results will include the appropriate normalized records, which will contain the descriptions and locations of the corresponding collections or items. Each such record will also provide access to the original local metadata, which may contain more detailed information, and to the digitized item if available and accessible. Each data provider will be able to attach optional access rights to any level of their metadata (collections, items) and data (if available), thereby controlling access. The registry will also provide to those organizations which do not have an existing catalogue or database a basic web site allowing them to catalogue their collections. This site will then be harvested like the others.

The user query interface will be web-based, making it widely accessible.

Software Development
One of the principal tasks of the pilot project will be the development of the harvesting software. It will also include collaboration with the participating institutions in the adaptation of their systems to allow for harvesting.

Participants
Several organizations, all IAML members owning significant music archives, have agreed to participate in the pilot project: the British Library, the Bibliothèque nationale de France, the Staatsbibliothek zu Berlin, the Den Haag Gemeente Museum (NIMI), and a few smaller institutions will participate. We expect to have a total of eight institutions of varying types participating in our pilot project. This defined number of collections with diverse types of metadata (different countries, different kinds of institutions with different sizes) will be a good test for us to tease out the main design issues of our final database: the diversity in its platforms, languages and data models, access rights, scalability, and sustainability.

For the full project, we are seeking participation from all institutions with holdings of music archive collections.