segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
ISMN Newsletter
Já está disponível o n.º 20 da Newsletter do ISMN, relativo ao ISMN Panel Meeting que, este ano, se realizou na Biblioteca Nacional de Portugal, conforme tinha sido anunciado aqui no Paper Music.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Música para inauguração de Estátuas Equestres no Império Luso-Brasileiro
CONFERÊNCIA 4 Novembro 18h00 Auditório BNP Entrada livre

«O grande terramoto de 1755 não podia deixar de ter grande influência na produção musical de Lisboa. Nos anos que se seguiram à calamidade, não haveria certamente recursos e justificativas para grandes festejos públicos. O estado, na figura do Marquez de Pombal, se esforçava para reconstruir a cidade em novos moldes. Neste contexto os festejos para a inauguração da estátua equestre de D. José I em 1775 na Praça do Comércio ganham características sociais e políticas únicas. Duas importantes peças foram escritas para a ocasião: O monumento immortal, e L’Eroe coronato. Estes festejos encontraram eco na inauguração de outras estátuas seja em Portugal, seja no Brasil. O que se pretende nesta comunicação é mostrar como estatuária, literatura e música são usadas em conjunto para comentar a realidade sócio-política da época, legitimar o poder real e estabelecer heróis nacionais.»
Alberto Pacheco
(Fonte: Sítio da Biblioteca Nacional de Portugal

«O grande terramoto de 1755 não podia deixar de ter grande influência na produção musical de Lisboa. Nos anos que se seguiram à calamidade, não haveria certamente recursos e justificativas para grandes festejos públicos. O estado, na figura do Marquez de Pombal, se esforçava para reconstruir a cidade em novos moldes. Neste contexto os festejos para a inauguração da estátua equestre de D. José I em 1775 na Praça do Comércio ganham características sociais e políticas únicas. Duas importantes peças foram escritas para a ocasião: O monumento immortal, e L’Eroe coronato. Estes festejos encontraram eco na inauguração de outras estátuas seja em Portugal, seja no Brasil. O que se pretende nesta comunicação é mostrar como estatuária, literatura e música são usadas em conjunto para comentar a realidade sócio-política da época, legitimar o poder real e estabelecer heróis nacionais.»
Alberto Pacheco
(Fonte: Sítio da Biblioteca Nacional de Portugal
terça-feira, 19 de outubro de 2010
As Missas do compositor António Leal Moreira (1758 - 1819)
CONFERÊNCIA, 21 Outubro, 18h00. Auditório da BNP. Entrada livre
«António Leal Moreira foi um dos mais produtivos e talentosos compositores portugueses de fins do século dezoito e primeiras décadas do século dezanove.
«A produção de Leal Moreira incluiu a composição de serenatas de corte durante o reino de D. Maria I, óperas cómicas em língua portuguesa para o recém inaugurado Teatro de São Carlos em parceria com o poeta brasileiro Caldas Barbosa, modinhas e um grande número de sofisticada música sacra para ocasiões de maior importância na corte. Entre suas obrigações profissionais, que incluíram ensinar no Seminário da Patriarcal, ele também foi responsável pela direcção dos Teatros da Rua dos Condes e posteriormente do de São Carlos.
«Todavia, afora alguns estudos curtos realizados sobre sua vida e obra, ainda faltam uma catalogação sistematizada e uma avaliação crítica de sua produção que possam ajudar-nos a compreender os desenvolvimentos estético-musicais e estruturais de suas obras.
«Nesta conferência analisaremos suas Missas, obras para cerimónias de vulto e baseadas sempre no mesmo texto do ordinário romano, o que possibilita uma maior concentração nos aspectos estilístico-musicais dessas obras. Ao separarmos as obras de Leal Moreira em quatro fases, podemos demonstrar por amostragem as transformações na linguagem do compositor. A metodologia deste estudo é baseada numa catalogação inicial das várias missas autógrafas e cópias de época depositadas na Biblioteca Nacional de Portugal em outros importantes arquivos musicais em Portugal e no Brasil.»
Ricardo Bernardes
(Fonte: BNP)
«António Leal Moreira foi um dos mais produtivos e talentosos compositores portugueses de fins do século dezoito e primeiras décadas do século dezanove.
«A produção de Leal Moreira incluiu a composição de serenatas de corte durante o reino de D. Maria I, óperas cómicas em língua portuguesa para o recém inaugurado Teatro de São Carlos em parceria com o poeta brasileiro Caldas Barbosa, modinhas e um grande número de sofisticada música sacra para ocasiões de maior importância na corte. Entre suas obrigações profissionais, que incluíram ensinar no Seminário da Patriarcal, ele também foi responsável pela direcção dos Teatros da Rua dos Condes e posteriormente do de São Carlos.
«Todavia, afora alguns estudos curtos realizados sobre sua vida e obra, ainda faltam uma catalogação sistematizada e uma avaliação crítica de sua produção que possam ajudar-nos a compreender os desenvolvimentos estético-musicais e estruturais de suas obras.
«Nesta conferência analisaremos suas Missas, obras para cerimónias de vulto e baseadas sempre no mesmo texto do ordinário romano, o que possibilita uma maior concentração nos aspectos estilístico-musicais dessas obras. Ao separarmos as obras de Leal Moreira em quatro fases, podemos demonstrar por amostragem as transformações na linguagem do compositor. A metodologia deste estudo é baseada numa catalogação inicial das várias missas autógrafas e cópias de época depositadas na Biblioteca Nacional de Portugal em outros importantes arquivos musicais em Portugal e no Brasil.»
Ricardo Bernardes
(Fonte: BNP)
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Autógrafo de uma obra desconhecida de Niccolò Jommelli (1714-1774) descoberto na BNP
CONFERÊNCIA: 15 Outubro, 18h00. Auditório da BNP. Entrada livre
Laudate pueri Dominum a 16 vozes
Laudate pueri Dominum a 16 vozes
«À data da sua morte o compositor Niccolò Jommelli era considerado um dos maiores compositores vivos, vindo posteriormente a ser consistentemente incluído na plêiade dos mais memoráveis autores do século XVIII. Na ocasião Schubart escreveu: “O maior Pã está morto… Se a riqueza de pensamento, a fantasia cintilante, a melodia inesgotável, a harmonia celestial, o profundo domínio de todos os instrumentos e particularmente da poderosa mágica da voz humana […], se tudo isto combinado com a mais acutilante compreensão da poesia musical constitui o génio, então a Europa perdeu o seu maior compositor.”
«Dois anos depois de ter subido ao trono, D. José tentou contratar Jommelli que, por esta altura, já era o mais afamado e o mais inovador compositor de ópera italiana em actividade. No entanto, a proposta do Duque de Württemberg, que incluía um novo teatro, acabou por aliciar o compositor, que se mudou para a Corte de Estugarda em 1754. Durante 15 anos produziu música religiosa e contribuiu para reescrever a história da ópera. Em 1769 e a troco de uma vantajosa reforma, D. José conseguiu finalmente obter os serviços de Jommelli, que entretanto passou a viver em Aversa, Itália. O contrato incluía o envio de obras religiosas, e sobretudo de óperas. Até à morte do Rei em 1777, e com adaptações de João Cordeiro da Silva, os teatros reais portugueses chegaram a levar anualmente à cena quatro óperas suas.No género sacro, a influência de Jommelli em Portugal ainda está por avaliar, mas foi certamente duradoura. Algumas das suas obras religiosas mantiveram-se no repertório das igrejas até finais do século XIX. O Requiem (Hochstein, A.I.3), obra composta em 1756 para as exéquias da Duquesa de Württemberg, foi a mais importante e paradigmática. Ernesto Vieira, na entrada do seu Diccionario Biographico de Musicos Portuguezes (1900), escreve: “Executa-se ainda muito frequentemente nas egrejas de Lisboa a missa de requiem e libera-me de Jommelli, composições primorosas no estylo sacro.”
«O estatuto de Niccolò Jommelli e os laços históricos que o ligam a Portugal tornam a descoberta deste autógrafo (ainda que incompleto) um acontecimento relevante no contexto dos estudos de música sacra de estilo romano de meados do século XVIII. O caso em epígrafe é particularmente interessante porque se trata de uma obra policoral para 16 vozes e baixo contínuo (com utilização de 3 órgãos) completamente desconhecida e sem paralelo na produção do compositor. O trabalho seminal de Wolfgang Hochstein, Die Kirchenmusik von Niccolò Jommelli (1984), que inclui um catálogo temático, não menciona qualquer obra para 16 vozes.
«A razão para a ausência de referências na bibliografia da especialidade prende-se com o facto de o primeiro caderno (4 fólios) se encontrar desaparecido. Em consequência, informações cruciais como o autor, a data e o título da obra, grafadas na página de rosto, perderam-se.
«A identificação do autor foi realizada através de estudos caligráficos comparativos. Uma proposta para a génese da obra assim como a sua contextualização na vida e obra de Jommelli serão alguns dos temas abordados.»
António Jorge Marques
(Fonte: sítio da Biblioteca Nacional de Portugal)
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
ISMN Panel Meeting
Vai realizar-se, nos dias 14 e 15 próximos, o ISMN Panel Meeting, encontro anual das agências de ISMN (International Standard Music Number). O ISMN é o número internacional normalizado que identifica cada editor musical e cada publicação desse editor, equivalendo ao ISBN para a música impressa. A Agência Nacional do IS...MN funciona na BNP, através da Área de Música, e este ano recebe este encontro que se realiza todos os anos num país diferente. O encontro é fechado mas as suas decisões têm sempre repercussões positivas na actividade editorial dos países aderentes cujo número tem vindo a crescer de ano para ano.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Revista "Glosas"
Hoje, quinta-feira, pelas 21h, no Salão Nobre do Conservatório Nacional (Rua dos Caetanos, 29, no Bairro Alto em Lisboa), o MPMP, movimento patrimonial pela música portuguesa, faz a sua apresentação oficial ao mesmo tempo que lança a revista 'glosas'.

Um acontecimento a louvar e a divulgar.

Um acontecimento a louvar e a divulgar.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Grupo Vocal Arsis na Biblioteca Nacional de Portugal

Pela terceira vez a Biblioteca Nacional acolhe o Grupo Vocal Arsis, dirigido pelo compositor e maestro Paulo Brandão, desta vez para um concerto sacro constituído exclusivamente por música de compositores portugueses dos séculos XVI e XVII: Pedro Gamboa, Estêvão Lopes Morago, Francisco Martins, Diogo Dias Melgás e D. João IV.
O Grupo Vocal Arsis recorre às edições da Fundação Calouste Gulbenkian (colecção Portugaliae Musica) excepto na obra de Pedro de Gamboa, transcrita por João Pedro d'Alvarenga.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Concerto pelo Grupo Vocal Arsis
O Grupo Vocal Arsis inicia amanhã, na Igreja de Santa Catarina, em Lisboa, o ciclo de concertos sacros desta temporada de Quaresma/Páscoa.
O programa é exclusivamente constituído por música de compositores portugueses dos séculos 16 e 17.
Pedro de Gamboa, 1563?-1638
Sacerdote e compositor português, não se conhece o local do seu nascimento. Frade menor na paróquia de S. Paio de Arcos, em Arcos de Valdevez, foi ordenado presbítero em 1585. Terá então sucedido a Baltazar Vieira como mestre de capela na Sé de Braga. Manteve este lugar até cerca de 1591, quando se retirou para a freguesia de S. Salvador de Bente, perto de Braga, onde ficou até ao fim da vida.
Miserere nostri, Domine
Estrofes 20 e 30 do hino Te Deum laudamus
A peça Miserere nostri, Domine foi transcrita por João Pedro d’Alvarenga do manuscrito existente na Biblioteca Pública Municipal do Porto.
Estêvão Lopes Morago, 1570-1630
Nascido em Vallecas, perto de Madrid, Estebán Lopez veio ainda criança para Portugal onde passou toda a vida. Estudou música em Évora onde foi menino de coro e onde fez toda a sua formação, no Colégio dos Jesuítas. Foi mestre de capela da Sé de Viseu de 1599 a 1628.
Oculi mei
Introitus da Missa do 3º Domingo da Quaresma (Salmo 25(24):15-16)
Domine, ne memineris
Tractus da Missa de Quarta-Feira de Cinzas (Salmo 79(78):8)
Ambas as peças executadas neste concerto foram transcritas por Manuel Joaquim dos manuscritos provenientes da Sé de Viseu, sendo de assinalar que Oculi mei foi a primeira peça deste compositor a ter audição moderna, em 1941, sob a direcção de Mário de Sampayo Ribeiro.
Francisco Martins, 1617-1680
Nascido em Évora, iniciou a sua formação musical em 1626 ou 1627, como menino de coro no Colégio da Sé de Évora. Em 1647 já era Padre e Mestre de Capela da Sé de Elvas, aí permanecendo toda a vida. Os manuscritos das suas obras encontram-se na Biblioteca Municipal de Elvas.
Tenebrae factae sunt
Responsório das Matinas de Sexta-Feira Santa (Mat. 27:46)
Tristis est anima mea
Responsório do Nocturno de Quinta-Feira Santa (Mat. 26:38)
As peças excutadas foram transcritas por Mário Sampayo Ribeiro.
Diogo Dias Melgás, 1638-1700
Nascido em Cuba do Alentejo, iniciou os seus estudos musicais como menino de coro no Colégio da Sé de Évora, provavelmente em 1647. Aluno do Padre Bento Nunes Pegado, sucedeu-lhe no cargo de Mestre da Claustra, em 1663. Sucedeu a António Rodrigues Vilalva, no cargo de Mestre de Capela, em 1678. Teve de abandonar o lugar quando cegou, em 1697.
Ille homo
Antífona de quarta-feira depois do quarto Domingo da Quaresma (Jo. 9:11)
Salve Regina
Antífona das Completas de Domingo
D. João IV, Rei de Portugal, 1604-1656
Adjuva nos Deus
Tractus da Missa de Quarta-Feira de Cinzas (Salmo 79(78):9)
O programa é exclusivamente constituído por música de compositores portugueses dos séculos 16 e 17.
Pedro de Gamboa, 1563?-1638
Sacerdote e compositor português, não se conhece o local do seu nascimento. Frade menor na paróquia de S. Paio de Arcos, em Arcos de Valdevez, foi ordenado presbítero em 1585. Terá então sucedido a Baltazar Vieira como mestre de capela na Sé de Braga. Manteve este lugar até cerca de 1591, quando se retirou para a freguesia de S. Salvador de Bente, perto de Braga, onde ficou até ao fim da vida.
Miserere nostri, Domine
Estrofes 20 e 30 do hino Te Deum laudamus
A peça Miserere nostri, Domine foi transcrita por João Pedro d’Alvarenga do manuscrito existente na Biblioteca Pública Municipal do Porto.
Estêvão Lopes Morago, 1570-1630
Nascido em Vallecas, perto de Madrid, Estebán Lopez veio ainda criança para Portugal onde passou toda a vida. Estudou música em Évora onde foi menino de coro e onde fez toda a sua formação, no Colégio dos Jesuítas. Foi mestre de capela da Sé de Viseu de 1599 a 1628.
Oculi mei
Introitus da Missa do 3º Domingo da Quaresma (Salmo 25(24):15-16)
Domine, ne memineris
Tractus da Missa de Quarta-Feira de Cinzas (Salmo 79(78):8)
Ambas as peças executadas neste concerto foram transcritas por Manuel Joaquim dos manuscritos provenientes da Sé de Viseu, sendo de assinalar que Oculi mei foi a primeira peça deste compositor a ter audição moderna, em 1941, sob a direcção de Mário de Sampayo Ribeiro.
Francisco Martins, 1617-1680
Nascido em Évora, iniciou a sua formação musical em 1626 ou 1627, como menino de coro no Colégio da Sé de Évora. Em 1647 já era Padre e Mestre de Capela da Sé de Elvas, aí permanecendo toda a vida. Os manuscritos das suas obras encontram-se na Biblioteca Municipal de Elvas.
Tenebrae factae sunt
Responsório das Matinas de Sexta-Feira Santa (Mat. 27:46)
Tristis est anima mea
Responsório do Nocturno de Quinta-Feira Santa (Mat. 26:38)
As peças excutadas foram transcritas por Mário Sampayo Ribeiro.
Diogo Dias Melgás, 1638-1700
Nascido em Cuba do Alentejo, iniciou os seus estudos musicais como menino de coro no Colégio da Sé de Évora, provavelmente em 1647. Aluno do Padre Bento Nunes Pegado, sucedeu-lhe no cargo de Mestre da Claustra, em 1663. Sucedeu a António Rodrigues Vilalva, no cargo de Mestre de Capela, em 1678. Teve de abandonar o lugar quando cegou, em 1697.
Ille homo
Antífona de quarta-feira depois do quarto Domingo da Quaresma (Jo. 9:11)
Salve Regina
Antífona das Completas de Domingo
D. João IV, Rei de Portugal, 1604-1656
Adjuva nos Deus
Tractus da Missa de Quarta-Feira de Cinzas (Salmo 79(78):9)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Foi lançada ontem, no Teatro de São Carlos, a "Enciclopédia da Música em Portugal no Séc. XX".
«A Enciclopédia da música em Portugal no século XX (EMPXX) é a primeira grande obra de referencia dedicada à música praticada em Portugal ao longo do século XX. Com 4 volumes, inclui mais de 1250 entradas, 550 imagens, índices temático e onomástico. Abrange a música erudita, a música popular, a música tradicional, o folclore, o pop-rock, o jazz, o fado, a canção de Coimbra, e a música nas comunidades migrantes, abordando ainda modos expressivos em que a música desempenha um papel central, como a dança, o cinema e o teatro. Engloba os meios de comunicação de massa que tiveram impacte nos domínios musicais analisados, nomeadamente a edição de música impressa, a indústria fonográfica, a rádio e o cinema.
«A EMPXX foi realizada, com direcção de Salwa Castelo-Branco, ao longo de mais de uma década, no Instituto de Etnomusicologia (INET) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa por uma equipa coordenadora e editorial constituída por investigadores do INET. Contou igualmente com 151 redactores, incluindo etnomusicólogos, musicólogos, antropólogos, historiadores, sociólogos, críticos, especialistas em dança e outros investigadores e docentes em universidades portuguesas e estrangeiras. Beneficiou também das perspectivas de consultores nacionais e internacionais.
«Nos diversos domínios musicais contemplados, a EMPXX foca os compositores, intérpretes e agrupamentos musicais, professores, poetas e autores de letra, arranjadores e produtores, promotores e gestores culturais. Examina igualmente o percurso e a obra dos principais investigadores que, a partir de perspectivas disciplinares distintas, retrataram os universos musicais examinados. A Enciclopédia discute ainda o ensino (conservatórios, escolas de música, universidades, entre outros), os espólios de música escrita e gravada (arquivos, bibliotecas, e museus) e de um modo global as instituições reguladoras (universo associativo e instituições do estado). Descreve também diversos espaços de actuação e eventos significativos no desenvolvimento dos universos musicais. Caracteriza os instrumentos musicais utilizados no espaço português, nomeadamente na música tradicional, no folclore e no fado, bem como o contributo de construtores destes (organeiros e violeiros, entre outros), das fábricas de instrumentos e das lojas de música.
«A EMPXX dirige-se a um conjunto diversificado de leitores, abrangendo o público em geral, incluindo aquele ligado à música, músicos, críticos, estudantes e investigadores de música, das outras Artes e das Ciências Sociais e Humanas. Pela sua abrangência, rigor, documentação e originalidade de investigação, constitui uma fonte indispensável para músicos e outros artistas, para estudantes, investigadores, críticos, melómanos e para o público em geral.»
(Fonte: INET-MD)
«A Enciclopédia da música em Portugal no século XX (EMPXX) é a primeira grande obra de referencia dedicada à música praticada em Portugal ao longo do século XX. Com 4 volumes, inclui mais de 1250 entradas, 550 imagens, índices temático e onomástico. Abrange a música erudita, a música popular, a música tradicional, o folclore, o pop-rock, o jazz, o fado, a canção de Coimbra, e a música nas comunidades migrantes, abordando ainda modos expressivos em que a música desempenha um papel central, como a dança, o cinema e o teatro. Engloba os meios de comunicação de massa que tiveram impacte nos domínios musicais analisados, nomeadamente a edição de música impressa, a indústria fonográfica, a rádio e o cinema.
«A EMPXX foi realizada, com direcção de Salwa Castelo-Branco, ao longo de mais de uma década, no Instituto de Etnomusicologia (INET) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa por uma equipa coordenadora e editorial constituída por investigadores do INET. Contou igualmente com 151 redactores, incluindo etnomusicólogos, musicólogos, antropólogos, historiadores, sociólogos, críticos, especialistas em dança e outros investigadores e docentes em universidades portuguesas e estrangeiras. Beneficiou também das perspectivas de consultores nacionais e internacionais.
«Nos diversos domínios musicais contemplados, a EMPXX foca os compositores, intérpretes e agrupamentos musicais, professores, poetas e autores de letra, arranjadores e produtores, promotores e gestores culturais. Examina igualmente o percurso e a obra dos principais investigadores que, a partir de perspectivas disciplinares distintas, retrataram os universos musicais examinados. A Enciclopédia discute ainda o ensino (conservatórios, escolas de música, universidades, entre outros), os espólios de música escrita e gravada (arquivos, bibliotecas, e museus) e de um modo global as instituições reguladoras (universo associativo e instituições do estado). Descreve também diversos espaços de actuação e eventos significativos no desenvolvimento dos universos musicais. Caracteriza os instrumentos musicais utilizados no espaço português, nomeadamente na música tradicional, no folclore e no fado, bem como o contributo de construtores destes (organeiros e violeiros, entre outros), das fábricas de instrumentos e das lojas de música.
«A EMPXX dirige-se a um conjunto diversificado de leitores, abrangendo o público em geral, incluindo aquele ligado à música, músicos, críticos, estudantes e investigadores de música, das outras Artes e das Ciências Sociais e Humanas. Pela sua abrangência, rigor, documentação e originalidade de investigação, constitui uma fonte indispensável para músicos e outros artistas, para estudantes, investigadores, críticos, melómanos e para o público em geral.»
(Fonte: INET-MD)
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Como se faz a história do Fado?
Como se faz a história do Fado? Bibliografia, fontes documentais e arquivos sonoros
Conferência pelo Prof. Rui Vieira Nery, na Biblioteca Nacional de Portugal, dia 15, pelas 18h00.
Conferência pelo Prof. Rui Vieira Nery, na Biblioteca Nacional de Portugal, dia 15, pelas 18h00.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
IAML Newsletter n.º 30 a 33
Estão online os n.º 30 (Dezembro 2008), n.º 31 (Abril 2009), n.º 32 (Junho 2009), e n.º 33 (Julho 2009) da IAML Newsletter.
Peço desculpa aos meus leitores por ter estado tanto tempo sem dar estas ligações.
Peço desculpa aos meus leitores por ter estado tanto tempo sem dar estas ligações.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Missa Grande de Marcos Portugal
Sábado, 5 de Dezembro, às 16h00, na Biblioteca Nacional de Portugal, lançamento do CD "Missa Grande", de Marcos Portugal, pelo Coro de Câmara de Lisboa.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
António Teixeira e «As variedades de Proteu»
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Sessão aberta sobre Tomás Alcaide

«Organizada pelo projecto de investigação “O Teatro de S. Carlos: as artes do espectáculo em Portugal”, do CESEM/FCSH-UNL, em parceria com o Museu da Música, esta sessão aberta irá reunir, num diálogo informal, alguns dos melhores amigos e antigos alunos de Tomás Alcaide – Carlos Fonseca, Álvaro Malta e Mário Moreau, contando igualmente com a presença especial da sua esposa, Asta-Rose Alcaide.
«De 12 a 30 de Novembro de 2009, o Museu da Música terá também patente uma exposição de peças e documentos do espólio de Tomás Alcaide, proporcionando assim ao público, um encontro mais próximo com este artista, verdadeiro embaixador português da arte lírica no mundo.
«Nascido em Estremoz em 1901, Tomás Alcaide parte aos 25 anos para Milão, ao encontro da sua ímpar e excelsa carreira artística, na qual foi ovacionado e reconhecido como um dos melhores tenores di grazia, nos mais prestigiados teatros de ópera do mundo, onde cantou sempre os papéis principais.
«A sua voz de belo timbre, aliada a um domínio absoluto do diafragma, permitiam-lhe passar do forte ao pianíssimo, quase inaudível, num smorzando que movia cascatas de palmas. Primava pela criatividade e perfeição enquanto actor, esforçando-se por ter um guarda-roupa de cena sumptuoso e cuidado ao mais ínfimo pormenor. Estas preocupações estéticas, somadas à sua figura alta, elegante, de pose distinta e sedutora, davam-lhe uma presença carismática, única e inesquecível, em palco.»
(Fonte: sítio web do Museu da Música)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
António Teixeira (1707-1774): As variedades de Proteu
Conferência sobre António Teixeira e a sua obra «As variedades de Proteu», por Sílvia Sequeira, dia 12 de Novembro, no auditório da BNP, pelas 18h00.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
A experiência arquivística do Archivo Historico Eclesiastico da Biskaia
Hoje, às 18h, na Sala de Expansão Missionária (1 º piso do edifício da Biblioteca da Universidade Católica), vai decorrer uma sessão pública sobre «A experiência arquivística do Archivo Historico Eclesiastico da Biskaia», promovida pelo Grupo de Arquivística Religiosa do Centro de Estudos de História Religiosa (CEHR), aproveitando a deslocação a Portugal de uma equipa de arquivistas daquela instituição (http://www.aheb-beha.org/).
Mais informações no sítio do CEHR.
Mais informações no sítio do CEHR.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Viola ou guitarra? That’s the question!
«Na Biblioteca Nacional de Portugal guarda-se a maior colecção musical dedicada aos cordofones de mão, nomeadamente violas, guitarras e bandolins. Deste riquíssimo e diversificado repertório, que se inicia no séc. XVI e vai até ao XX, escolhemos para tema da nossa apresentação o cordofone de mão de caixa em forma de oito, e intitulámo-la Viola ou guitarra? That’s the question!.
«Em Portugal, desde os finais do séc. XVIII, o mencionado cordofone de mão aparece algumas vezes escrito indistintamente (sobretudo em manuscritos portugueses, nunca nas obras impressas), umas vezes com a grafia de viola e outras com a de guitarra, embora na realidade se trate do mesmo instrumento músico, de caixa em forma de oito e braço longo, montado com cinco ordens de cordas (duplas ou algumas triplicadas) ou, desde os inícios de oitocentos, com seis cordas simples. Se por um lado, o uso do vocábulo guitarra é tomado no séc. XVIII do nome com que este instrumento era designado em Espanha (Violas de mão que em Espanha chamaõ Guitarra, Morato, 1762), por outro (sobretudo desde o séc. XX) a hegemonia da língua inglesa vem contaminar a terminologia musical portuguesa, sobretudo no que respeita à designação deste instrumento, daí que tenhamos acrescentado, ao título da apresentação, um subtítulo em inglês.
«Questões da correcta terminologia musical a usar em português, são uma preocupação constante para quem tem a responsabilidade de catalogar e indexar muitas das obras contidas neste acervo. Para os técnicos da Área de Música da BNP estas questões de organologia e terminologia musical portuguesa são uma preocupação candente quando se deparam perante o dilema de saber qual o verdadeiro vocábulo a empregar na identificação das peças para os cordofones de mão.
«Este evento é acompanhado de uma exposição temática onde são mostradas algumas das mais significativas peças musicais e métodos do séc. XVII ao início do séc. XX (portuguesas e espanholas) tanto impressas como manuscritas e complementada com três instrumentos originais: uma viola francesa (ou violão) de meados do séc. XIX, uma guitarra portuguesa construída no Funchal por Matheus Januário da Silva (s.d., c. 1900) e um bandolim de inícios do séc. XX. Também se usaram duas gravuras (uma do séc. XVII e outra do início do séc. XIX) e um guache de c. 1832, provenientes da Área de Iconografia desta instituição.
«Para complementar a nossa apresentação, que se insere no programa Música na Biblioteca, faremos ouvir gravações pelos “Segréis de Lisboa”, de algumas das músicas expostas, sobretudo Modinhas e Lunduns dos finais do séc. XVIII e inícios do seguinte, para uma e duas vozes, acompanhadas pela viola de cinco ordens e pela viola francesa ou violão.»
MANUEL MORAIS (Fonte: sítio da Biblioteca Nacional de Portugal)
«Em Portugal, desde os finais do séc. XVIII, o mencionado cordofone de mão aparece algumas vezes escrito indistintamente (sobretudo em manuscritos portugueses, nunca nas obras impressas), umas vezes com a grafia de viola e outras com a de guitarra, embora na realidade se trate do mesmo instrumento músico, de caixa em forma de oito e braço longo, montado com cinco ordens de cordas (duplas ou algumas triplicadas) ou, desde os inícios de oitocentos, com seis cordas simples. Se por um lado, o uso do vocábulo guitarra é tomado no séc. XVIII do nome com que este instrumento era designado em Espanha (Violas de mão que em Espanha chamaõ Guitarra, Morato, 1762), por outro (sobretudo desde o séc. XX) a hegemonia da língua inglesa vem contaminar a terminologia musical portuguesa, sobretudo no que respeita à designação deste instrumento, daí que tenhamos acrescentado, ao título da apresentação, um subtítulo em inglês.
«Questões da correcta terminologia musical a usar em português, são uma preocupação constante para quem tem a responsabilidade de catalogar e indexar muitas das obras contidas neste acervo. Para os técnicos da Área de Música da BNP estas questões de organologia e terminologia musical portuguesa são uma preocupação candente quando se deparam perante o dilema de saber qual o verdadeiro vocábulo a empregar na identificação das peças para os cordofones de mão.
«Este evento é acompanhado de uma exposição temática onde são mostradas algumas das mais significativas peças musicais e métodos do séc. XVII ao início do séc. XX (portuguesas e espanholas) tanto impressas como manuscritas e complementada com três instrumentos originais: uma viola francesa (ou violão) de meados do séc. XIX, uma guitarra portuguesa construída no Funchal por Matheus Januário da Silva (s.d., c. 1900) e um bandolim de inícios do séc. XX. Também se usaram duas gravuras (uma do séc. XVII e outra do início do séc. XIX) e um guache de c. 1832, provenientes da Área de Iconografia desta instituição.
«Para complementar a nossa apresentação, que se insere no programa Música na Biblioteca, faremos ouvir gravações pelos “Segréis de Lisboa”, de algumas das músicas expostas, sobretudo Modinhas e Lunduns dos finais do séc. XVIII e inícios do seguinte, para uma e duas vozes, acompanhadas pela viola de cinco ordens e pela viola francesa ou violão.»
MANUEL MORAIS (Fonte: sítio da Biblioteca Nacional de Portugal)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Exposições na Biblioteca Nacional de Portugal

Inauguram amanhã duas exposições na Biblioteca Nacional de Portugal:
A exposição e conferência «Viola ou guitarra, that's the question: métodos para cordofones portugueses, séc. XIX-XX» com coordenação e apresentação do músico e professor Manuel de Morais.
Na outra exposição, «Celebrando... Haydn», serão mostradas peças do acervo musical da BNP e com figurinos e adereços da produção da ópera L'Isola Disabitata, pelo Teatro nacional de São Carlos.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Doação à BNP de parte do espólio de Luís de Freitas Branco e do espólio de Nuno Barreiros/Maria Helena de Freitas

«No dia 23 de Setembro, pelas 15H30, terá lugar na Sala do Conselho da Biblioteca Nacional de Portugal a assinatura do Termo de Doação de parte do acervo documental do compositor Luís de Freitas Branco e do Espólio de Nuno Barreiros/Maria Helena de Freitas, doados à Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) pelo compositor Alexandre Delgado
«Figura incontornável na história da música portuguesa, Luís de Freitas Branco (1890-1955) nasceu em Lisboa e recebeu de seu tio João de Freitas Branco os primeiros ensinamentos literários e musicais. Revelando um talento precoce, estudou composição, primeiro com Augusto Machado e Tomás Borba, depois com Désiré Pâque e Luigi Mancinelli.
«Entre 1910 e 1915 deslocou-se algumas vezes ao estrangeiro, completando a sua formação com Humperdinck, em Berlim, e com Gabriel Grovlez, em Paris. Datam deste período algumas composições que reflectem a influência das mais modernas correntes da música europeia, como o impressionismo francês e o atonalismo schoenberguiano, entre elas o poema sinfónico Paraísos artificiais, inspirado na obra homónima de Baudelaire (1913), e Vathek: Variações Sinfónicas sobre um tema oriental (1914). Desenvolveu uma importante acção pedagógica, colaborando com Viana da Mota na reforma do Conservatório Nacional, tendo sido seu subdirector entre 1919 e 1924. Esta reforma englobou medidas como a adopção exclusiva de solfejo entoado, a criação de cadeiras de cultura geral e a inclusão da classe de Ciências Musicais, dividida em Acústica, História da Música e Estética Musical que o próprio Freitas Branco passou a leccionar, entre 1916 e 1939. Como professor denotou uma atitude pedagógica voltada essencialmente para a orientação de vocações, tendo um papel importante na preparação de uma nova geração de compositores, destacando-se de entre os seus discípulos António Fragoso, Armando José Fernandes, Joly Braga Santos e Fernando Lopes Graça, a que se juntaram, na qualidade de seguidores, António Nuno Barreiros, Maria Helena de Freitas e José Atalaya.
«Como compositor, o período seguinte é marcado por algumas obras de carácter nacionalista, de que são exemplo as duas Suites Alentejanas, e de outras de raiz neoclássica e inspiração renascentista como os Madrigais Camonianos.
«Autor com importante produção ensaística, escreveu, entre outros títulos, A Música em Portugal (1927), Vida de Beethoven (1943) e D. João IV, Músico (publicado postumamente), sem esquecer, no âmbito da pedagogia, Elementos de Ciências Musicais (1922), Acústica e História da Música (1930) e Tratado de Harmonia (1930), livros que durante largos anos fizeram parte da bibliografia adoptada nos cursos de música do Conservatório Nacional. Exerceu também a actividade de crítico musical em periódicos como Diário Ilustrado, Monarquia, Correio da Manhã, Diário de Notícias, Diário de Lisboa e o Século. Em 1929 fundou a revista Arte Musical, da qual foi director até 1948.
«António Nuno Barreiros (1928-2001), musicógrafo, crítico e profissional de Rádio, nasceu em Castendo (actual Penalva do Castelo). Fez estudos de composição, instrumentação, estética e história da música com Luís de Freitas Branco, de quem se tornou incondicional seguidor. Em 1959, ingressou como assistente musical na antiga Emissora Nacional, ali ocupando sucessivamente os cargos de realizador, chefe do sector de música erudita, chefe de programas nacionais e director do Programa 2. Foi crítico musical permanente do Diário Ilustrado, do Diário de Lisboa e do Jornal do Comércio, além de colaborador assíduo noutros periódicos como a Gazeta Musical, Vértice, Boletim da Juventude Musical Portuguesa, Diário de Notícias, O Século e Comércio do Porto. Além de vasta produção escrita, de que se destacam ainda os artigos que escreveu para a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, proferiu inúmeras conferências e palestras sobre música e músicos portugueses.
«Maria Helena de Freitas (1913-2004) pianista e crítica musical, comentou ao vivo concertos e espectáculos de ópera. Manteve na Emissora Nacional, mais tarde RDP, um programa de grande longevidade dedicado fundamentalmente ao canto lírico, O canto e os seus intérpretes, emitido de 1959 a 2000. Muitas pessoas foram conquistada através desse programa para o prazer da ópera e para o conhecimento dos seus intérpretes mais significativos. Escreveu em jornais como A Voz, Diário Popular e Diário de Notícias.
«O conjunto documental agora doado à BNP pelo compositor Alexandre Delgado é constituído por manuscritos (autógrafos e cópias) de obras de Luís de Freitas Branco, bem como por textos e documentação variada de e sobre o compositor (programas, críticas e correspondência), reunidos pelo casal Nuno Barreiros/ Maria Helena de Freitas, e, ainda, por documentos relacionados com Freitas Branco produzidos por estes dois melómanos.
«Importa salientar que a BNP já integra no seu Arquivo de Música Portuguesa, os espólios de muitos dos grandes compositores citados na presente nota, designadamente Augusto Machado, Viana da Mota, Armando José Fernandes ou Joly Braga Santos.»
(Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal)
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