quarta-feira, 15 de abril de 2009

Mapa etno-musical de Portugal no Centro Virtual Camões

Do sítio web do Instituto Camões:
«A música tradicional portuguesa está bem e recomenda-se. E vai ter a partir de Abril um mapa etno-musical em linha no Centro Virtual Camões, que mostra a distribuição pelo território da música e dos instrumentos musicais característicos de cada região, permitindo ainda ler a propósito textos explicativos e ouvir peças ilustrativas.
«O projecto é da autoria Júlio Pereira, um dos músicos que maior actividade tem desenvolvido pela preservação dos instrumentos tradicionais portugueses, e conta com a colaboração do historiador e produtor musical João Luís Oliva, responsável pelos textos do mapa, e com o grafismo de Sara Nobre.
«Na base do mapa estão os levantamentos feitos pelo etnólogo Ernesto Veiga de Oliveira, que foi director do Museu de Etnologia e que «dedicou cerca de 40 anos da sua vida ao estudo das raízes tradicionais» portuguesas, conjuntamente com Benjamim Pereira, e pelo muito conhecido musicólogo Michel Giacometti.»
(In: sítio web do Instituto Camões. Continuar a ler aqui)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Doação do espólio de Joly Braga Santos à Biblioteca Nacional de Portugal


No próximo dia 17 de Fevereiro, pelas 16h00, terá lugar na Biblioteca Nacional de Portugal a cerimónia de assinatura do Termo de doação do Espólio de Joly Braga Santos, cerimónia que contará com a presença da Secretária de Estado da Cultura e com a intervenção do compositor e musicólogo Alexandre Delgado.

Nascido em Lisboa a 14 de Maio de 1924, José Manuel Joly Braga Santos revelou desde muito cedo um elevado talento musical tendo iniciado estudos de violino aos seis anos. Estudou composição com Luís de Freitas Branco de quem recebeu uma forte influência técnica e estilística na primeira fase da sua produção musical. Aos 24 anos foi para Itália fazer estudos de aperfeiçoamento em Direcção de Orquestra com Herman Scherchen (Veneza, 1948). Mais tarde esteve no estúdio experimental de Gravesano, com Antonino Votto (1957-1958) e fez mais estudos de Composição com Virgilio Mortari (Roma, 1959-1960). A partir do final da década de 50 a sua obra revela também influência destas experiências europeias.
Foi ainda professor de Análise e Técnicas de Composição no Conservatório Nacional de Lisboa, dirigiu a Orquestra da Emissora Nacional e publicou regularmente críticas de música.
Sendo a sinfonia o género em que melhor exprimiu o seu talento criativo, a dimensão, qualidade e diversidade da sua obra musical colocam-no entre os maiores compositores portugueses do Século 20.
Faleceu em sua casa, em Lisboa, a 18 de Julho de 1988.

O espólio documental agora doado é constituído por mais de 100 obras em versão manuscrita, constituídas por música instrumental sinfónica e de câmara, música para piano, para canto e piano, para coro, música de bailado, ópera radiofónica e bandas sonoras para cinema de ficção e documental. Contém ainda cadernos de apontamentos, cerca de 500 espécies impressas (livros, partituras, programas de concertos, etc.) e ainda algumas cópias manuscritas de obras de outros autores (algumas com dedicatória) como Fernando Lopes Graça e Alberto Ginastera, entre outros.

Embora a obra de Joly Braga Santos tenha uma projecção nacional e mundial bastante superior à da maioria dos compositores portugueses do século 20, a doação deste espólio à Biblioteca Nacional de Portugal representa para músicos e para investigadores a possibilidade de contactar directamente com os manuscritos do compositor, explorando assim aspectos menos conhecidos da sua produção musical bem como do seu método de trabalho e do seu processo criativo.

O espólio agora entregue será, futuramente, completado com documentação de carácter biográfico, da qual se destaca a correspondência trocada com músicos portugueses com quem manteve uma relação de recíproca admiração como Fernando Lopes Graça, Luís de Freitas Branco e Álvaro Cassuto.


(Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Augusto Machado e o seu tempo

Está a decorrer, desde 22 de Janeiro e até 19 de Fevereiro, no Foyer Aberto do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, um ciclo de concertos de canto e piano, intitulado "Augusto Machado e o seu tempo" organizados pelo Maestro João Paulo Santos.
Este ciclo, que decorre às quintas-feiras, apresenta uma visão abrangente da obra do compositor português Augusto Machado (1845-1924) bem como de outros compositores seus contemporâneos portugueses - nomeadamente Alfredo Keil (1850-1907), Óscar da Silva (1870-1958), António Fragoso (1897-1918), Viana da Mota (1868-1948), Luís de Freitas Branco (1890-1955), João Guilherme Daddi (1814-1887) e Joaquim Casimiro (1808-1862) - e estrangeiros - nomeadamente Hervé (pseudónimo de Florimond Ronger, 1825-1892), Jacques Offenbach (pseudónimo de Jacob Eberst, 1819-1880) e Angelo Frondoni (1812-1891).

Com um programa variado e apelativo, este ciclo permite um contacto com compositores portugueses cujos nomes até podem ser mais ou menos conhecidos de um grande público mas cuja música é pouco ou nada executada, não só por falta de interesse por parte dos músicos mas também porque se encontra ainda por publicar.

O espólio documental de Augusto Machado encontra-se, desde há dias, integralmente reunido na Biblioteca Nacional de Portugal, graças à documentação generosamente doada pela sua bisneta, Maria Constança, a qual veio completar o espólio existente e que tinha sido vendido ao extinto IPPC, na década de 80, pelo outro herdeiro (no Programa abaixo vai a ligação para as fontes disponíveis na Biblioteca Nacional).

Cumpre também lembrar que o compositor foi um dos membros do Cenáculo, tertúlia literária de que fizeram parte Jaime Batalha Reis, Eça de Queirós, Salomão Saragga, Lobo de Moura, Manuel de Arriaga, Antero de Quental, Guerra Junqueiro e José Fontana. Desta tertúlia nasceram as famosas Conferências Democráticas do Casino, em 1871, que marcaram a formação da que ficaria conhecida por "geração de 70". Machado inspiraria Eça na criação de Cruges, o compositor de "Os Maias", descrito como «um diabo adoidado, maestro, pianista, com uma pontinha de génio».

«- Ninguém faz nada, disse Carlos espreguiçando-se. Tu, por exemplo, que fazes?
Cruges, depois de um silêncio, rosnou encolhendo os ombros:
- Se eu fizesse uma boa ópera, quem é que ma representava?
- E se o Ega fizesse um belo livro, quem é que lho lia?
O maestro terminou por dizer:
- Isto é um país impossível... Parece-me que também vou tomar café.» (Os Maias)

22 de Janeiro: CANTO E PIANO

AUGUSTO MACHADO
* Voli un giorno
* Sempre più t'amo 1873
* Soneto (Luís de Camões) 1880
* Bonjour Suzon (Alfred de Musset) 1884

ALFREDO KEIL
* Angoisse apaisée (Antoine Cros)

ÓSCAR DA SILVA
* Le chant du cygne (Luís de Camões)

ANTÓNIO FRAGOSO
* Sérénade (Paul Verlaine) 1917

VIANNA DA MOTTA
* Canção Perdida (Guerra Junqueiro) 1895

LUÍS DE FREITAS BRANCO
* Aquela moça (Augusto de Lima) 1904

AUGUSTO MACHADO
* Margarida (Eça Leal) 1908
* Era uma vez (Virgínia Victorino) 1915
* Amor! Amor! (Augusto Gil) 1919
* Pro Pace 1918
* Baccio sprezzato (Camaiti) 1918
* Primo baccio (Corradeti) 1917
* Nocturne de la douxième heure (Henri d'Erville) 1910
* La lettre (Edmond Rostand) 1912
* La Querelle (Comtesse de Noailles)
* Valse-Impromptu (Alfred de Musset)

Soprano Lara Martins
Barítono Luís Rodrigues

29 de Janeiro: ÓPERA

AUGUSTO MACHADO

LAURIANE (Magne e Guiou)1883
* M'y voilà donc!...D'une âpre ambition (D'Alvimar)
* Comme l'aube diaphane (Jovelin)
* Fuyez ce D'Alvimar (Lauriane, Jovelin)

I DORIA (A. Ghislanzoni) 1887
* Fidati a me!...Al deseto natio (Moro)
* Ho ben compreso?...Egli è là (Leonora, Fieschi)

MARIO WETTER (R. Leoncavallo) 1898
* Cena (Lydia, De Sora)

LA BORGHESINA (Golisciani) 1909
* Un'aura balsamica (Amanda)
* Trasse al bosco nel verno (Lisa, De Sterny)
* Viva l'amor (Flaminia)
* Da St. Germain tornando (Prospero, De Sterny)

ROSAS DE TODO O ANO (Júlio Dantas) 1920
* Cena (Inês)

Soprano Ana Ester Neves
Tenor João Cipriano Martins
Barítono João Merino

5 de Fevereiro: MÚSICA DE CÂMARA

AUGUSTO MACHADO
* Vieilleries: Menuet, Gavotte, Gigue Portugaise

JOÃO GUILHERME DADDI
* Larghetto ( 2º Andamento de Morceau de Salon)

ALFREDO KEIL
* Juin langoureux

AUGUSTO MACHADO
* Bolero et Andante 1870
* Berceuse
* Maria Constança - Valsa (dedicada à neta) 1914
* Prelúdio e Fuga 1917
* Miniaturas
* Petits jeux
* Cache cache
* Colin maillard

VIANNA DA MOTTA
* Cena nas Montanhas e Presto (2º e 3º Andamentos de Quarteto em sol maior) 1895

Quarteto Vianna da Motta:
Violino I António Figueiredo
Violino II Witold Dziuba
Viola Hugo Diogo
Violoncelo Irene Lima

19 de Fevereiro: OPERETA

HERVÉ

LE PETIT FAUST (Jaime e Crémieux) 1869
* Complainte du roi de Thulé

JACQUES OFFENBACH

ORPHEE AUX ENFERS (Crémieux e Halévy) 1874
* Couplets des baisers

LA GRAND-DUCHESSE DE GEROLSTEIN (Meilhac e Halévy) 1867
* Air de la lettre

ANGELO FRONDONI

O BEIJO (Silva Leal) 1844
* Tal não sou, bela Joaninha (Joaninha, Filipe)

JOAQUIM CASIMIRO

NEM TURCO NEM RUSSO (Costa Cascais)1844
* Couplets turcos

A MULHER DE TRÊS MARIDOS
* Couplets

AUGUSTO MACHADO

A CRUZ DE OURO (Athaíde e R. Lima) 1873
* Romanza d'Austerlitz

A GUITARRA (Eça Leal) 1902
* Quarteto (Eufémia, Alexandrina, Joaquim, Mimoso)

PICCOLINO (V, Sardou/E. Garrido) 1889
* Couplets de Frederico

A LEITORA DA INFANTA (tradução de Eça Leal) 1893
* Trio e Couplets (Mercedes, Rafael, Doutor)
* Serenata (Rafael)

OS FILHOS DO CAPITÃO-MÓR (E. Schwalbach) 1896
* Quarteto dos Ecos (Maria, Cogominho, Gonçalo, Romão)

TIÇÃO NEGRO (H. Lopes de Mendonça) 1902
* Duetino (Cecília, Apariço)

VÉNUS (A. Antunes) 1905
* Romanza
* Valsa do fogo
* Canção báquica

O ESPADACHIM DO OUTEIRO (H. Lopes de Mendonça) 1910
* Dueto (Frangalho, Violante)
* Aria (Ines)
* Dueto (Violante, Inês)

O RAPTO DE HELENA (A. Antunes) 1902
* Couplets (Giraffier)
* Brinde-Valsa

Soprano Dora Rodrigues
Soprano Sandra Medeiros
Tenor Mário Alves
Barítono Mário Redondo

Augusto Machado e o seu tempo

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Está a decorrer, desde 22 de Janeiro e até 19 de Fevereiro, no Foyer Aberto do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, um ciclo de concertos de canto e piano, intitulado "Augusto Machado e o seu tempo" organizados pelo Maestro João Paulo Santos.
Este ciclo, que decorre às quintas-feiras, apresenta uma visão abrangente da obra do compositor português Augusto Machado (1845-1924) bem como de outros compositores seus contemporâneos portugueses - nomeadamente Alfredo Keil (1850-1907), Óscar da Silva (1870-1958), António Fragoso (1897-1918), Viana da Mota (1868-1948), Luís de Freitas Branco (1890-1955), João Guilherme Daddi (1814-1887) e Joaquim Casimiro (1808-1862) - e estrangeiros - nomeadamente Hervé (pseudónimo de Florimond Ronger, 1825-1892), Jacques Offenbach (pseudónimo de Jacob Eberst, 1819-1880) e Angelo Frondoni (1812-1891).

Com um programa variado e apelativo, este ciclo permite um contacto com compositores portugueses cujos nomes até podem ser mais ou menos conhecidos de um grande público mas cuja música é pouco ou nada executada, não só por falta de interesse por parte dos músicos mas também porque se encontra ainda por publicar.

O espólio documental de Augusto Machado encontra-se, desde há dias, integralmente reunido na Biblioteca Nacional de Portugal, graças à documentação generosamente doada pela sua bisneta, Maria Constança, a qual veio completar o espólio existente e que tinha sido vendido ao extinto IPPC, na década de 80, pelo outro herdeiro (no Programa abaixo vai a ligação para as fontes disponíveis na Biblioteca Nacional).

Cumpre também lembrar que o compositor foi um dos membros do Cenáculo, tertúlia literária de que fizeram parte Jaime Batalha Reis, Eça de Queirós, Salomão Saragga, Lobo de Moura, Manuel de Arriaga, Antero de Quental, Guerra Junqueiro e José Fontana. Desta tertúlia nasceram as famosas Conferências Democráticas do Casino, em 1871, que marcaram a formação da que ficaria conhecida por "geração de 70". Machado inspiraria Eça na criação de Cruges, o compositor de "Os Maias", descrito como «um diabo adoidado, maestro, pianista, com uma pontinha de génio».

«- Ninguém faz nada, disse Carlos espreguiçando-se. Tu, por exemplo, que fazes?
Cruges, depois de um silêncio, rosnou encolhendo os ombros:
- Se eu fizesse uma boa ópera, quem é que ma representava?
- E se o Ega fizesse um belo livro, quem é que lho lia?
O maestro terminou por dizer:
- Isto é um país impossível... Parece-me que também vou tomar café.» (Os Maias)

22 de Janeiro: CANTO E PIANO

AUGUSTO MACHADO
* Voli un giorno
* Sempre più t'amo 1873
* Soneto (Luís de Camões) 1880
* Bonjour Suzon (Alfred de Musset) 1884

ALFREDO KEIL
* Angoisse apaisée (Antoine Cros)

ÓSCAR DA SILVA
* Le chant du cygne (Luís de Camões)

ANTÓNIO FRAGOSO
* Sérénade (Paul Verlaine) 1917

VIANNA DA MOTTA
* Canção Perdida (Guerra Junqueiro) 1895

LUÍS DE FREITAS BRANCO
* Aquela moça (Augusto de Lima) 1904

AUGUSTO MACHADO
* Margarida (Eça Leal) 1908
* Era uma vez (Virgínia Victorino) 1915
* Amor! Amor! (Augusto Gil) 1919
* Pro Pace 1918
* Baccio sprezzato (Camaiti) 1918
* Primo baccio (Corradeti) 1917
* Nocturne de la douxième heure (Henri d'Erville) 1910
* La lettre (Edmond Rostand) 1912
* La Querelle (Comtesse de Noailles)
* Valse-Impromptu (Alfred de Musset)

Soprano Lara Martins
Barítono Luís Rodrigues

29 de Janeiro: ÓPERA

AUGUSTO MACHADO

LAURIANE (Magne e Guiou)1883
* M'y voilà donc!...D'une âpre ambition (D'Alvimar)
* Comme l'aube diaphane (Jovelin)
* Fuyez ce D'Alvimar (Lauriane, Jovelin)

I DORIA (A. Ghislanzoni) 1887
* Fidati a me!...Al deseto natio (Moro)
* Ho ben compreso?...Egli è là (Leonora, Fieschi)

MARIO WETTER (R. Leoncavallo) 1898
* Cena (Lydia, De Sora)

LA BORGHESINA (Golisciani) 1909
* Un'aura balsamica (Amanda)
* Trasse al bosco nel verno (Lisa, De Sterny)
* Viva l'amor (Flaminia)
* Da St. Germain tornando (Prospero, De Sterny)

ROSAS DE TODO O ANO (Júlio Dantas) 1920
* Cena (Inês)

Soprano Ana Ester Neves
Tenor João Cipriano Martins
Barítono João Merino

5 de Fevereiro: MÚSICA DE CÂMARA

AUGUSTO MACHADO
* Vieilleries: Menuet, Gavotte, Gigue Portugaise

JOÃO GUILHERME DADDI
* Larghetto ( 2º Andamento de Morceau de Salon)

ALFREDO KEIL
* Juin langoureux

AUGUSTO MACHADO
* Bolero et Andante 1870
* Berceuse
* Maria Constança - Valsa (dedicada à neta) 1914
* Prelúdio e Fuga 1917
* Miniaturas
* Petits jeux
* Cache cache
* Colin maillard

VIANNA DA MOTTA
* Cena nas Montanhas e Presto (2º e 3º Andamentos de Quarteto em sol maior) 1895

Quarteto Vianna da Motta:
Violino I António Figueiredo
Violino II Witold Dziuba
Viola Hugo Diogo
Violoncelo Irene Lima

19 de Fevereiro: OPERETA

HERVÉ

LE PETIT FAUST (Jaime e Crémieux) 1869
* Complainte du roi de Thulé

JACQUES OFFENBACH

ORPHEE AUX ENFERS (Crémieux e Halévy) 1874
* Couplets des baisers

LA GRAND-DUCHESSE DE GEROLSTEIN (Meilhac e Halévy) 1867
* Air de la lettre

ANGELO FRONDONI

O BEIJO (Silva Leal) 1844
* Tal não sou, bela Joaninha (Joaninha, Filipe)

JOAQUIM CASIMIRO

NEM TURCO NEM RUSSO (Costa Cascais)1844
* Couplets turcos

A MULHER DE TRÊS MARIDOS
* Couplets

AUGUSTO MACHADO

A CRUZ DE OURO (Athaíde e R. Lima) 1873
* Romanza d'Austerlitz

A GUITARRA (Eça Leal) 1902
* Quarteto (Eufémia, Alexandrina, Joaquim, Mimoso)

PICCOLINO (V, Sardou/E. Garrido) 1889
* Couplets de Frederico

A LEITORA DA INFANTA (tradução de Eça Leal) 1893
* Trio e Couplets (Mercedes, Rafael, Doutor)
* Serenata (Rafael)

OS FILHOS DO CAPITÃO-MÓR (E. Schwalbach) 1896
* Quarteto dos Ecos (Maria, Cogominho, Gonçalo, Romão)

TIÇÃO NEGRO (H. Lopes de Mendonça) 1902
* Duetino (Cecília, Apariço)

VÉNUS (A. Antunes) 1905
* Romanza
* Valsa do fogo
* Canção báquica

O ESPADACHIM DO OUTEIRO (H. Lopes de Mendonça) 1910
* Dueto (Frangalho, Violante)
* Aria (Ines)
* Dueto (Violante, Inês)

O RAPTO DE HELENA (A. Antunes) 1902
* Couplets (Giraffier)
* Brinde-Valsa

Soprano Dora Rodrigues
Soprano Sandra Medeiros
Tenor Mário Alves
Barítono Mário Redondo

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Encontro de bibliotecas de música do Quebec

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Agradeço ao Pedro Penteado esta informação.

«A secção do Quebec do CAML tem o prazer de anunciar o seu primeiro encontro anual que terá lugar na sexta-feira, 24 de Outubro, na Laval University na cidade do Quebec. Este encontro de um dia é o sucessor do Rencontre des bibliothèques de musique du Québec.
Todos os que trabalham em bibliotecas de música e/ou estão interessados em biblioteconomia musical no Quebec são bem vindos. Será explorado um amplo conjunto de temas de biblioteconomia musical. O dia começará com apresentações sobre colecções musicais no Quebec e RDA: Resourece Description and Access, a nova norma de catalogação criada para suceder às AACR2. O primeiro encontro geral anual terá lugar durante o almoço depois do qual convidamos a assistir a dois painéis: um sobre processamento de materiais musicais e o segundo sobre a concepção de novos espaços para bibliotecas de música. Serão também oferecidas visitas à secção de artes e música da Biblioteca de Humanidades e Ciências Sociais da Laval University.
O dia terminará com um cocktail.
Para mais pormenores sobre o encontro: http://www.sqacbm.org.
We look forward to seeing you this fall!Justine Lamoureux,Communications Officer, Quebec Chapter of CAML»

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

América Antiga (2)

Em complemento ao post anterior, sugiro a primeira audição moderna da ária Beatissimae Virginis, dos Responsórios da Imaculada Conceição (a 4 vozes e orquestra) de Marcos Portugal, executados a partir dos manuscritos existentes na Área de Música da Biblioteca Nacional de Portugal. O maestro Ricardo Bernardes esteve em Lisboa, este Verão, a consultar e copiar estes manuscritos e a 27 de Agosto já estava em Washington a executar a obra. Um exemplo a seguir!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

América Antiga

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Foi criado recentemente pelo musicólogo e maestro brasileiro Ricardo Bernardes o canal Americantiga.
Uma oportunidade para ter um primeiro contacto com a música de compositores portugueses e luso-brasileiros da transição do séc. 18 para o séc. 19: Marcos Portugal (Lisboa, 1762 — Rio de Janeiro, 1830), António Leal Moreira (Abrantes, 1758 – Lisboa, 1819) e Pe. José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 1767 – 1830).
A seu tempo, outros serão incluídos.
As gravações são amadoras mas, neste caso, isso é o menos importante.

IAML Newsletter n.º 29

Está online o n.º 29 (Agosto 2008) da IAML Newsletter.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Modinhas no tempo de D. João VI

«O cravista Mário Trilha e a soprano Isabel Alcobia gravaram em CD modinhas, tocatas e sonatas que se escutavam na Corte de D. João VI e Carlota Joaquina no Brasil.
«João Cordeiro da Silva, João de Sousa Carvalho, José Maurício, Marcos Portugal, David Perez, Corricelli, António Leal Moreira e José Nunes Garcia foram os compositores escolhidos para CD, intitulado "Música para D. João VI e D. Carlota".

«O álbum, editado pela Numérica, foi gravado na Sala de Lavor do Museu Regional de Aveiro "por as suas características se aproximarem das existentes na época: sala de talha de madeira dourada". Para Mário Trilha, que utilizou um instrumento cópia de um cravo Blanchet de 1733, "estas características são essenciais, pois reflectem-se na acústica e aproxima-nos do som da época".

«Alguns dos temas escolhidos foram gravados pela primeira vez, casos da tocata em dó maior de Cordeiro da Silva "Dona Maria Anna de Portugal", dedicada à irmã do Rei. Trilha salientou que "este excelente compositor, que viveu entre 1735 e 1808, é ainda muito pouco conhecido" e dele se gravaram também pela primeira vez 12 minuetos.

«Também gravada pela primeira vez foi a única modinha conhecida de Corricelli, "Moda nova d`hum ingrato abandonada". Corricelli, um compositor pouco conhecido, terá visitado Lisboa na década de 1790.
«Entre as várias modinhas gravadas, uma em particular, "pela sua natureza, pode ser escutada como um antepassado do moderno fado". Trata-se de "Que fiz eu a natureza?" de José Maurício, também registada pela primeira vez.

MAURÍCIO, José - Que fiz eu à natureza. In: Jornal de Modinhas, A. 4, n.º 7 (Biblioteca Nacional, M.P.P. 119//7 V.)

«O CD inclui ainda uma tocata de David Perez, o compositor escolhido para inaugurar a Real Ópera do Tejo, no reinado de D. José, com "Alessandro nelle Indie".
«Uma das fontes musicais utilizadas por Mário Trilha foi o Jornal das Modinhas, cujas cópias estão depositadas na Biblioteca Nacional de Lisboa. Desta biblioteca foram também utilizadas cópias de manuscritos. Relativamente às peças do padre José Maurício Nunes Garcia, "Fantazia 4º" e "Lição 5º", foram utilizadas cópias do original depositado na Biblioteca da Escola de Música da Universidade Federal Rio de Janeiro.

«Mário Trilha é diplomado em piano pela Universidade de Música do Rio de Janeiro e concluiu em 1999 o mestrado como instrumentista de cravo na Hochschule für Musik Karlsruhe. Frequentou em 2000 o curso de cravo dirigido por Olivier Blaumont no Conservatório de Rueil-Malmaison (Paris), tendo obtido a Medalha de Ouro por unanimidade.

«Isabel Alcobia estudou no Conservatório de Lisboa e como bolseira do Governo de Espanha na Escola Superior de canto, em Madrid. A soprano tem actuado em vários palcos internacionais, apresentando-se tanto como solista como integrando elencos operáticos. Venceu os concursos de canto de Cleveland International Einsteddfod em Inglaterra e do Three Arts Scholarship de Cincinnati (Ohio).»

(Fonte: Lusa/RTP)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Sons da Terra: Centro de Música Tradicional

Durante as férias visitámos o Centro de Música Tradicional Sons da Terra, em Sendim.
Estivémos à conversa com o Mário Correia, mentor do projecto e também o dinamizador do já muito concorrido Festival Intercéltico de Sendim. Um projecto absolutamente admirável, um trabalho infindo: o Centro reúne milhares de horas de registos sonoros de recolhas nas aldeias, parte delas já editadas em numerosos CD mas fora da circulação comercial em Lisboa. Reúne ainda dossiers de trabalho e fotografias antigas e actuais naquilo que é, na prática, um verdadeiro centro de estudos de música popular como deveria haver, pelo resto do país, a funcionar no limite das suas capacidades financeiras e logísticas.
Para mim, enquanto bibliotecária de música e enquanto docente numa pós-graduação em Estudos de Música Popular, esta visita e esta conversa foram fascinantes. Só tenho pena de ter sido tão fugaz a minha passagem por Sendim.

Para mais informação, visite-se o site da Associação Gaita de Foles de onde extraí este texto de apresentação:

«O Centro de Música Tradicional Sons da Terra, criado no início do ano de 2002 em Sendim, avança a passos largos na promoção da cultura tradicional do nordeste transmontano do nosso país.
«Este centro foi criado pela Sons da Terra, tendo em vista a responder às necessidades das entidades e pessoas individuais que actuam na promoção e investigação da música tradicional no nordeste transmontano do nosso país - e que agora podem encontrar neste local um conjunto de estruturas, estratégias e materiais para obter um melhor enquadramento.
«O Centro de Música Tradicional tem na mira um vasto leque de actividades, que vão desde os cursos e a formação, passando pela organização de festivais, colóquios, conferências e concertos - sendo, contudo, uma das suas principais vocações o tratamento, catalogação e disponibilização de recolhas sobre as tradições transmontanas, através de um conjunto muito alargado de materiais (sons, filmes e documentação variada).»

terça-feira, 3 de junho de 2008

As Músicas Luso-Brasileiras no Final do Antigo Regime: Repertórios, Práticas e Representações

COLÓQUIO LUSO-BRASILEIRO

Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 7-9 de Junho de 2008

AS SESSÕES SÃO ABERTAS AO PÚBLICO.
As actas dos trabalhos serão futuramente publicadas em livro pela Fundação Gulbenkian.

Pretende-se com este encontro dar continuidade a uma iniciativa semelhante promovida pela Fundação em 2000, da qual resultou a publicação do livro A Música no Brasil Colonial (Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001), considerado desde então como um importante instrumento de consulta e referência para todos os interessados nesta temática. As comemorações dos duzentos anos da chegada da Família Real portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808, com todo impacte extremamente significativo que este evento veio a ter na evolução das práticas culturais e artísticas luso-brasileiras de ambos os lados do Atlântico, servem aqui de ponto de partida para três dias de debate em que se procurará apresentar os resultados da pesquisa recente, discutir novas perspectivas teóricas e metodológicas e avançar no sentido de mecanismos mais eficazes de comunicação e de intercâmbio científico entre os investigadores brasileiros e portugueses que se dedicam ao estudo de um período fundamental da História da Música de ambos os países.

Organização: Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian
Colaboração: Instituto de Etnomusicologia – Centro de Música e Dança (INET-MD)
Comissão Científica: Elizabeth Lucas (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Rui Vieira Nery (Universidade de Évora / INET-MD)
Produção: Mariana Portas (Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian)

PROGRAMA CIENTÍFICO

SÁBADO, 7 de Junho

SESSÃO I – Património (Moderador: Gerhard Doderer)

André Guerra COTTA [Universidade Federal de Minas Gerais]
Acervos musicais brasileiros no século XXI e práticas musicais na América Portuguesa: uma visão panorâmica e dois casos pontuais.

João Pedro d’ALVARENGA [Universidade de Évora]
O património histórico-musical português no final do Antigo Regime: principais fundos e problemas mais relevantes de preservação, inventariação e estudo.

Luciane BEDUSCHI [Universidade de Paris IV – Sorbonne /
Centre de Recherches Patrimoine et Langage Musicaux]
Transcrição normalizada do catálogo manuscrito de Sigismund Neukomm.

SESSÃO II – Personalidades (Moderador: Rui Vieira Nery)

Mariana PORTAS [Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian]
A Escola de Canto d’Órgão (1759) do Padre Caetano de Melo Jesus: um aparato bibliográfico singular no contexto da tratadística musical luso-brasileira.

Marcelo Campos HAZAN [Columbia University - Investigador]
Raça, nação e José Maurício Nunes Garcia.

Alberto PACHECO [Universidade Nova de Lisboa]
A escrita vocal solista do Padre José Maurício sob a influência da Corte portuguesa

António Jorge MARQUES [Universidade Nova de Lisboa / Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical- CESEM]
A obra religiosa de Marcos Portugal: abordagens metodológicas ao catálogo temático e outros subsídios.

DOMINGO, 8 de Junho

SESSÃO III – Contextos e Representações (Moderadora: Salwa Castelo Branco)

Maria Elizabeth LUCAS [Universidade Federal do Rio Grande do Sul]
Ver, ouvir e delatar: um estudo etnomusicológico do confronto das alteridades musicais europeias e africanas no espaço atlântico (séculos XVII-XVIII).

Rui Vieira NERY [Universidade de Évora / INET-MD]
“E lhe chamam uma nova corte”: a música no projecto de administração colonial iluminista do Morgado de Mateus em São Paulo (1765-1774).

Diósnio Machado NETO [Universidade de São Paulo]
Música e Administração Pública no Brasil colonial no fim do Antigo Regime.

Ricardo BERNARDES [The University of Texas at Austin]
Questões de identidade nacional, raça e ideal romântico na definição do passado musical luso-brasileiro.

SESSÃO IV – Músicas Sacras (Moderador: Paulo Castagna)

Cristina FERNANDES [Universidade de Évora / INET-MD]
A Patriarcal e as Capelas Reais da Corte portuguesa entre 1750 e 1807: rede institucional, organização interna e perfil musical.

Vanda de SÁ [Universidade de Évora]
A música instrumental no contexto da liturgia musical portuguesa do final do Antigo Regime.

Elisa LESSA [Universidade do Minho / Instituto de Estudos da Criança]
Instrução e prática musical em Belém do Pará: o contributo do Bispo D. Fr. Caetano Brandão nos anos de 1783 a 1789.

Sérgio DIAS [Faculdade de Música do Espírito Santo]
A música brasileira da viragem do século XVIII para o XIX observada através dos filtros português e italiano: uma abordagem comparativa a partir de referenciais técnicos e estilísticos.

Luiz Alves da SILVA [Ensemble Turicum – Co-Director Artístico]
Reflexões sobre a prática musical na Capela Real e Imperial do Rio de Janeiro inspiradas na pintura “Estudo para a sagração de D. Pedro I” de Jean Baptiste Debret.

SEGUNDA-FEIRA, 9 de Junho

SESSÃO V – Ópera e Teatro Musical I (Moderador: Manuel Carlos de Brito)

Rogério BUDASZ [Universidade Federal do Paraná / Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro]
De libretos e cordéis: adaptações e encenações de obras de Metastasio nas Casas de Ópera brasileiras.

Márcio PÁSCOA [Universidade do Estado do Amazonas / Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas]
As índias galantes: Ópera na Amazónia do século XVIII.

David CRANMER [Universidade Nova de Lisboa / Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical- CESEM]
Ópera e música teatral no Rio de Janeiro no reinado de D. Maria I: uma fonte mal conhecida.

Pablo SOTUYO BLANCO [Universidade Federal da Bahia]
Damião Barbosa de Araújo e o mercado carioca de Ópera de 1808 a 1828.

SESSÃO VI – Ópera e Teatro Musical II (Moderador: Manuel Carlos de Brito)

Lucas ROBATTO [Universidade Federal da Bahia]
A criação do Teatro de São João desta cidade da Bahia em 1806: política cultural ?

Luísa CYMBRON [Universidade Nova de Lisboa / Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical- CESEM]
Inventar a Ópera nacional portuguesa a partir do Brasil: Beatriz de Portugal de Francisco de Sá Noronha (1859).

SESSÃO VII – Instrumentos Musicais (Moderador: Maria Elizabeth Lucas)

Manuel MORAIS [Universidade de Évora (jubilado) / Centro de História da Arte]
A viola de arame no contexto luso-brasileiro

Paulo CASTAGNA [Universidade Estadual Paulista]
Domingos Ferreira: um violeiro português em Vila Rica.

Debate final sobre o Colóquio
(Moderadores: Maria Elizabeth Lucas e Rui Vieira Nery)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Access to Music Archives

Nota importante: a tradução (ainda em curso) é minha por isso é bastante deficiente. Aconselho vivamente a leitura do original em inglês.

«Access to Music Archives Project»

«O projecto Access to Music Archives visa crear um portal de acesso a fundos arquivísticos de música independentemente da sua localização geográfica. O projecto irá desenvolver software para pesquisar metadados de catálogos de fundos arquivísticos de música existentes em linha e, ao mesmo tempo, criar um protótipo de base de dados para instituições que não tenham a possibilidade de desenvolver um, com vista a assegurar uma ampla participação. As bases de dados individuais serão mantidas pelas instituições detentoras dos arquivos e o projecto não será responsável por actualizar continuamente o seu conteúdo. Este projecto piloto é o trabalho de cooperação entre as maiores instituições musicais na Europa e na América do Norte sob os auspícios do IAML (International Association of Music Libraries, Archives, and Documentation Centres). O presidente Massimo Gentili-Tedeschi diz "Este é um projecto da máxima importância para os académicos de música uma vez que não existe um recurso que permita localizar facilmente fontes primárias de música em arquivos".»

«A complexidade dos arquivos de música no que diz respeito à sua localização, formatos, proveniência e acesso necessita de um projecto que unifique e torne acessíveis as fontes sources para os utilizadores. Os arquivos de música podem existir em instituições musicais, sociedades históricas, museus, bibliotecas ou outros arquivos não relacionados com música. Os fundos de música contêm documentos de uma grande variedade de formatos e meios tais como o papel (manuscritos musicais, documentos e cartas por exemplo), gravações (desde os cilindros de cera, aos 78 rotações, LP, cassetes, videocassetes, CD, DVD, etc.) e fotografias (ou outros formatos visuais); até ao momento apenas uma fracção deste material inestimável está disponível em catálogos em linha.»

«Os fundos de arquivo podem ser produzidos por indivíduos ou instituições tais como compositores, coros, orquestras, companhias de ópera, universdades e conservatórios, igrejas, bandas militares, editores e quaisquer instituições produtoras de música. O nível de descrição destes fundos também pode variar muito: catalogação completa e/ou EAD (Encoded Archival Description), catalogação mínima, catálogos manuais ou nenhuma catalogação de todo. Pelas nossas estimativas, menos de 5% dos instrumentos de descrição estão disponíveis em linha. Quando estão acessíveis, diferentes instituições podem ter diferentes metadados, sistemas de catalogação em linha ou motores de pesquisa. Acresce que o material de arquivo pode ainda estar incluído em colecções muito maiores que não são arquivos ou arquivos de música. Mesmo as boas bases de dados normalizadas como as das bibliotecas nacionais como Kalliope na Alemanha, Cecilia no reino Unido e NUCMC nos Estados Unidos, cada qual requere ao utilizador a aplicação de diferentes estratégias de pesquisapara obter informação sobre o mesmo assunto em diferentes bases de dados.»

«Esta situação cria barreiras e nega o acesso aos investigadores para localizar arquivos sobre temas de interesse uma vez que enfrentam uma multiplicidade de interfaces de pesquisa e localizações desconhecidas. Os motores de pesquisa existentes têm dois problemas: não permitem pesquisas em domínios específicos conduzindo a pesquisas com muito ruído; além disso, muitos arquivos de música de valor ainda não estão acessíveisna Internet ou aí referenciados contribuindo para a falta de resultados relevantes.»

«O projecto piloto»

«Considerando a situação actual dos arquivos de música o AMA Working Group embarcou num projecto que vai proporcional uma pesquisa partilhada para os utilizadores. Este registo vai periodicamente capturar metadados de bases de dados de arquivo existentes que participem no projecto (denominadas data providers). O uso de captação dinâmica assegurará a frequência de dados no registo e evitar importações manuais, catalogação duplicada e outras operações que não são sustentáveis a longo prazo. Ao mesmo tempo AMA irá criar uma base de dados para instituições que não podem pagar ou não têm possibilidades de criar uma; qualquer instituição que o deseje poderá participar. Esta base de dados será ela própria poderá ser objecto de captura como as outras. Prevemos que este projecto dure dois anos, a começar no Verão de 2007.»

Survey
AMA plans to carry out a survey to identify existing music archives and collections, as well as their existing cataloguing infrastructure (if any) and its suitability for OAI (Open Archive Initiative) access. The network1 and members of the IAML national branches will help publicize the survey and encourage participation by their fellow archivists. The survey will be carried out via a web form on the Society's home page, allowing for the convenience of the survey taker as well as ease of gathering the survey data. The aim of the survey is twofold: to identify the specifics about the collections (form of access, scope of materials, links to finding aids and/or digital images, ISAD-compliance, technical information, and physical condition) and to determine the eventual scope and size of the project. A survey carried out by the Society in 1988 revealed that there is a great variety in the registration and processing of music archival materials in the different types of musical and non-musical institutions such as libraries, museums, and archival institutions. The new survey will update us on their current technologies and the technical approach our project should take considering such a diverse group. It will also allow participants to comment on the survey and the project. Moreover, the survey will also inform us on the scope and scalability of our final project. The survey will be one of the first steps of our pilot project, and the survey design is already underway. This survey will also inform us where national archives groups may need to be established to manage the full project and ensure its sustainability in the future.

Modelling
Some ground work has already been laid in establishing the metadata model for the registry. AMA members have agreed that the principal fields in the database will be based on ISAD-G (the General International Standard Archival Description) as laid out by ICA (the International Council on Archives). Most of the established archival databases already use this standard, including UK's Cecilia, Germany's Kalliope, and the US's NUCMC. We have agreed that if we allow a core bibliographic record of only 4 basic fields as originally suggested by ICA, with the option of including more fields, we will encourage more archives to join the project and allow access to in-process collections as well. These minimal-level records can always be filled in with more information at a later date. After the informational survey, adjustments will have to be made as the survey results come in and when the database starts harvesting actual contents with different kinds of data. Other issues that have yet to be addressed include multiple languages and name authorities. We will look to IAML's other projects such as RISM and RILM as models on some of these issues because these projects have a proven record in resolving these particular issues.

Basic Architecture and Technologies
The server will harvest metadata from the participating institutions using the OAI protocol. Other protocols (such as Z39.50) may have to be considered in those cases where adding an OAI access point is technically or financially unfeasible.

The server will provide an interface to search or browse the collected metadata. Each metadata record will point to the original record in the participating institution, which may contain more information than the one in the registry does. The underlying software system we envision is an open source framework called SDX2, which is currently being used in two other portals at the technical lead's institution, IRCAM (the Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique).

Each data provider will expose its metadata in a common format by putting it in a repository for the central registry to harvest via the selected protocol, while it will continue to administer its catalogue using its own formats. In other words, every data provider must enable harvesting via the selected protocol, and map its metadata to the common format. Those providers in the pilot project whose archives contain other material in addition to music archives will have to group them in distinct sets3 to allow for selective harvesting. The common metadata model will be designed in adherence to international archive standards. It will allow for the description of multi-level collections down to the item level. The registry will provide searching and browsing across all data providers, with the capability of restricting the scope to specific providers. Results will include the appropriate normalized records, which will contain the descriptions and locations of the corresponding collections or items. Each such record will also provide access to the original local metadata, which may contain more detailed information, and to the digitized item if available and accessible. Each data provider will be able to attach optional access rights to any level of their metadata (collections, items) and data (if available), thereby controlling access. The registry will also provide to those organizations which do not have an existing catalogue or database a basic web site allowing them to catalogue their collections. This site will then be harvested like the others.

The user query interface will be web-based, making it widely accessible.

Software Development
One of the principal tasks of the pilot project will be the development of the harvesting software. It will also include collaboration with the participating institutions in the adaptation of their systems to allow for harvesting.

Participants
Several organizations, all IAML members owning significant music archives, have agreed to participate in the pilot project: the British Library, the Bibliothèque nationale de France, the Staatsbibliothek zu Berlin, the Den Haag Gemeente Museum (NIMI), and a few smaller institutions will participate. We expect to have a total of eight institutions of varying types participating in our pilot project. This defined number of collections with diverse types of metadata (different countries, different kinds of institutions with different sizes) will be a good test for us to tease out the main design issues of our final database: the diversity in its platforms, languages and data models, access rights, scalability, and sustainability.

For the full project, we are seeking participation from all institutions with holdings of music archive collections.

IAML Newsletter n.º 27

Está online o n.º 27 (Dezembro 2007) da IAML Newsletter.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Hofmeister XIX

This post in english.

Recebido de Nicholas Cook, através da lista de discussão do IAML:

«Durante os últimos três anos o Projecto XIX, com sede em Royal Holloway, University of London com fundos da Arts and Humanities Research Council, foi criada a base de dados web Hofmeister Monatsberichte para o período de 1829-1900.
A Monatsberichte (catálogos mensais publicados por Friedrich Hofmeister, Leipzig) são a fonte de informação mais pormenorizada sobre publicações musicais do Séc. XIX, com particular ênfase nos países de língua alemã. Proporcionam informação acerac de quando uma dada composição foi publicada, onde, por quem e a que preço; usando Hofmeister XIX é possível localizar qualquer edição pesquisando por compositor, título, editor comercial, local de publicação ou data e recolher informação sobre a actividade dos editores. Os registos Hofmeister XIX estão ligados aos facsimiles da Monatsberichte, no site da Austrian National Library. Hofmeister XIX está disponível em versão beta, o que significa que está em curso um processo de correcção e optimização.
De uma maneira geral, o interface de pesquisa deve funcionar bem mas a navegação e índices podem ser lentos. Esperamos rectificar isto na versão 1.0, agendada para o Outono de 2007.
Entretanto, podem ajudar-nos usando o sistema e fazendo comentários ou correcções através do formulário online.
Será especialmente útil se o puderem fazer até 20 de Agosto de 2007, período para o qual estão calendarizadas as correcções.
Hofmeister XIX está ´disponível em livre acesso em http://www.hofmeister.rhul.ac.uk.»
(Nicholas Cook, FBAProfessorial Research Fellow in MusicRoyal Holloway, University of LondonDirector, AHRC Research Centre for the History and Analysis of RecordedMusic)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

quarta-feira, 20 de junho de 2007

IAML Newsletter 24

Já está online o n.º 24 (Junho de 2007) da IAML Newsletter.

Destaco três notícias sobre eventos em Portugal:

Música viva festival 2007, 11-23 Setembro 2007 (informação em português, aqui);

Workshop of music and artificial life, 10 Setembro (o site aqui);

International symposium on performance science, 22-23 Novembro (o site aqui).

Destaco ainda:

A realizar de 12 a 15 Março de 2008, no Canadá, a 5ª Conferência Internacional «Composers writings, 1850-2000», organizada pelo OICM - Observatoire International de la Création Musical.
«At a time when contemporary music questions its own legitimacy in relation to the listener, studying a composer’s writings allows for a better understanding of the creative process and musical thinking (...)»